quinta-feira, 12 de julho de 2012
Enfim, Livres! - Pregação 2006
Mais uma pregação que não sei quando ocorreu.
Na agenda, está entre os dias 18 e 23 de maio.
Segue da forma como foi escrito.
===================================
Quem governa sua vida?
Jo 8: 31-
ENFIM, LIVRES !
Liberdade é um conceito extremamente difícil. Difícil de compreender, mais ainda de viver.
Liberdade, entretanto, no cristianismo, não significa ausência de um Senhor, mas a definição de quem é nosso Senhor.
Jo 8: 32, 36 - A Verdade - o Filho = o Filho é a Verdade!
E se Jesus Cristo for nosso Senhor, então seremos livres.
Mas há necessidade de obediência a esse Senhor, pois a trilha da Liberdade pressupõe Permanecer na Palavra - Ser Discípulo - Conhecer a Verdade/Jesus Cristo - e, enfim, ser livre (Jo 8: 31-32).
(Por isso a graça é um conceito tão difícil.)
Algo estranho, porém comum, é a dificuldade que é permanecer nessa verdade.
Nós sempre pensamos que ainda somos escravos (É difícil abandonar o modo de pensar de um escravo), que tudo tem de ser feito do mesmo jeito, que não há lugar para um pensamento diferente, esquecemos que Unidade não significa Igualdade de Pensamento, e que a Diversidade Coesa é um dos diferenciais do Cristianismo Autêntico.
Nessa nossa mentalidade tacanha de escravos idealizamos o "meu cristianismo" com as coisas que "eu" penso serem importantes, e nisso, negligenciamos por completo a liberdade e a graça de Cristo.
Por isso a graça é um conceito tão difícil.
É difícil compreender que a salvação depende exclusivamente da graça de Deus. Qualquer esforço humano nesse sentido é inútil (pela graça sois salvos e isso não vem de vós)
{Aqui a Jaque escreveu "Trabalhar Melhor?". Hehehe. Nesse tempo ela ainda lia o que eu escrevia antes de eu falar. Hoje não dá tempo nem de escrever ...)
Em nossos pensamentos escravizados pelo pecado não compreendemos que não existe um modo de proceder único em relação a um relacionamento pessoal com Deus. Teimamos em medir as atitudes dos outros com a minha vara, esquecendo até que também seremos por ela medidos.
Gl 5: 13-15
I Tim 5: 4
Tg 1:27
Você acha que Jesus Cristo se preocupa com isso?
Jesus Cristo veio para nos salvar, inclusive, da ignorância e da mediocridade.
Esquecemos que o que Deus falou, falou para mim, não que não possa ser compartilhado, mas jamais poderá ser padronizado.
É preciso preservar e fomentar o relacionamento pessoal com Deus. É daí que vem o crescimento.
Mas, nós deixamos o Evangelho e retornamos ao nosso legalismo gospel, às padronizações impensadas, a uma linha de montagem evangélica, e esquecemos da verdadeira religião: o ser completo no outro, o que já afirama que se é "outro", não sou "eu". Diversidade e Unidade.
Esse era o problema na igreja dos Gálatas.
Eles queriam retornar à Lei! Retornar aos "não pode" e aos "tem de ser assim" da Lei, excluindo a Liberdade, a Graça e a Suficiência de Cristo.
Na nossa pior escravidão, definimos que: temos de orar assim; temos de ler a Bíblia assim; temos de falar assim; temos de nos vestir assim; temos isso; não podemos aquilo.
Essa padronização não serve para o Deus multiforme que nos salvou e nos trouxe para o Reino do Filho do Seu Amor.
O "Penso, logo, existo" ganha contornos vivos em Jesus Cristo, pois, "penso, logo, existo Nele!"
E essa mudança de mente nos livra de uma vida cartesiana, metódica e sem graça. Sem graça como insípida e sem graça como sem o próprio Jesus Cristo.
Nós somos Livres!
E só quem é Livre pode amar.
==========================================
Assisti, ontem, o filme 1984. Essa questão da Liberdade é bem relevante no filme, em especial, quando vinculada ao Amor, como o diretor deixa claro na última cena do filme.
Amor real só existe onde há plena liberdade.
Abaixo, alguns tópicos que estavam entre o texto que escrevi acima.
================
Se Jesus Cristo estivesse aqui, como Ele agiria?
Gl 1: 7 = não é o evangelho
Gl 2: 4 = liberdade X escravidão
Gl 2: 20 = justiça vem por Cristo
Quanto orar? Quanto você consegue ficar sem respirar?
O que você faz na oração: fala, chora, ri, canta, clama.
E quando você escuta?
Oração é quando falo com Deus. A Bíblia é quando Deus fala comigo. => Isso não precisa ser tão categórico. Deus fala conosco quando oramos e falamos com Ele quando lemos a Bíblia.
Gl 3: 3, 21, 22 Gl 4: 9-10 Gl 5: 6 - Amor Gl 5: 13-15, 22-26 Cl 2: 6 - Gratidão
Gl 6: 1 = Tratamento do pecado Gl 6: 13-15 Gl 6: 16 = Paz e misericórdia.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Dízimo - 2006
Dessa vez, apenas tópicos.
===============
Dízimo - Quanto eu devo dar?
Dt 26: 12
O Esírito Santo ensina os cristãos.
1) Abraão para Melquisedeque. Deu 10% para Deus e tudo para o rei.
2) Malaquias 3: 10
O que me interessa é seu coração voltado para mim, não o seu dinheiro.
3) Mc 12: 41 - Lc 21: 1-4 - Viúva
4) Ananias e Safira - At 4: 32-37 - At 5: 1-11
Caim/Abel - Deus rejeita/aceita pessoas.
Princípio
Lei - me faz conhecido o meu pecado.
Princípio para dizer:
Amor a Deus e Doação.
DEPENDÊNCIA.
Lei de Gérson
Ml 3: 11 - Dar o dízimo para não gastar tudo para que a igreja venha a me sustentar.
Pv 4: 23 - Coração - fonte da vida
Tudo em todos. Grau de comparação.
Fazer mais que os fariseus.
Responsabilidade.
II Cor 9: 6 seg.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Tu me amas? Pregação - 2006
Na agenda estava escrita entre os dias 11 e 23 de janeiro de 2006, com a anotação de que eu tinha escrito em 23/24 de fevereiro de 2006.
Não sei quando foi a pregação, e, mantenho o texto como foi escrito na agenda.
===
* Jesus vem até nós.
* Jesus começa onde estamos.
* Jesus quer revelar-nos a nós mesmos.
* Jesus não nos abandona jamais.
Pedro precisava saber de tudo isso!
Amou de tal maneira ...
Pedro, você gosta de mim?
Hoje quero partilhar com a igreja algo sobre o amor de Deus, ou melhor dizendo, o Amor que é Deus!
No Antigo Testamento Deus se revela a Moisés como o "Eu sou o que sou." (ESOQS) Porém, no Novo Testamento, o desejo de Deus por maior intimidade conosco se apresenta quando, na sua revelação, Ele diz de Si mesmo: Eu sou Luz, Espírito e Amor.
O Amor deixa, então, de ser um sentimento/sensação para ser uma Pessoa.
Mas o que é o Amor?
Em português a evolução da linguagem reduziu os significados das palavras, pois hoje nós podemos dizer que amamos a Deus ou, mesmo, que amamos chocolate.
Porém, no Novo Testamento, o Espírito Santo se expressa de maneiras diferentes sobre o Amor, havendo, pelo menos, três palavras a ele relacionadas: EROS, FILEO, AGAPE.
Antes de expressarem uma gradação qualitativa, estas palavras indicam quantidades diferentes do mesmo sentimento em relação ao objeto amado.
EROS se vincula à expressão de um amor ligado apenas aos sentimentos, um amor sensual. É um amor que possuo quando o objeto ou ser amado me satisfaz, me dá prazer, produz em mim sensações agradáveis, e isso não apenas em relação ao sexo, mas como se trata de sentidos, também pode ser com um chocolate. Aqui, eu deixo de amar porque o objeto amado parou de me dar prazer.
FILEO é um amor arraigado em sentimentos mais profundos de afeição. Há um liame maior entre mim e o ser amado. Aqui há uma relação maior do que simples prazer pessoal. Há sentimento mais profundo, sendo este amor expresso na relação entre irmãos, amigos, pais.
E, por fim, AGAPE envolve um grau de vinculação maior. Ele expressa que todo o meu ser se volta em direção ao objeto amado. Acima de tudo o que possa ocorrer, minha vontade em amar é maior. Aconteça o que acontecer, ainda que seja rejeitado ou humilhado, eu empenhei minha palavra em amar, e todo meu ser se envolveu nisso, e, nada nem ninguém, nem mesmo você, me impedirá de te amar.
Como dito: não há um amor melhor do que o outro, e, por exemplo, em um casamento, é essencial que existam os três.
Mas, qual a razão dessa diferenciação?
* Lembram quando Deus afirmou de Si mesmo que Ele era amor? Qual palavra Ele utilizou para fazer essa afirmação? AGAPE
* E você sabia que Deus amou o mundo com AGAPE?
* E você sabia que o Novo Mandamento de Jesus Cristo é para que amemos como Ele nos amou em AGAPE?
* E o que isso significa? Exatamente o que Paulo diz em Romanos: Nada pode nos separar do AGAPE de Deus! (Rm 8: 35, 39)
(Mas o AGAPE de Deus vem ao nosso encontro.)
Porém, o que importa relatar hoje não é o amor que Deus tem por nós, mas qual o nosso amor por Ele.
Será um amor EROS que se satisfaz apenas no que Deus nos dá?
Será um amor FILEO que se envolve com Deus, mas ainda quer se preservar?
O que Deus nos diz sobre nossa realidade em sua palavra?
* O texto que mais nos auxilia também está em João 3. Enquanto Deus AGAPE o mundo, nós Homens, AGAPE as trevas. Enquanto Deus se entregou totalmente a nós, nós nos entregamos totalmente às trevas.
* Mas Deus não precisa que O alertemos sobre quem somos. Ele nos conhece bem.
Miserável que sou.
Coração enganoso.
(Isso esclarece o texto, esclarece o amor de Deus por nós. * Só o amamos porque Ele nos amou primeiro. I Jo 4: 19)
Nós nem sequer conhecemos o amor com que amamos a Deus.
Vamos ao caso de Pedro:
* Quando Jesus disse que iria morrer e ser abandonado por todos Pedro falou: "Eu não o abandonarei. Eu morrerei contigo Jesus."
Jesus, porém, o advertiu sobre sua tríplice negação, ao que Pedro, novamente, contradisse Jesus.
Conhecemos a história e sabemos que Jesus estava correto.
O AGAPE expresso por Pedro em palavras não se concretizou.
* Porém, Jesus o amava. E o AGAPE de Jesus por Pedro e por nós foi até o fim. E em um momento de intimidade e revelação tão intenso, Jesus, após a ressurreição, se dirige a Pedro e pergunta:
"Pedro, tu me amas?" A palavra, aqui, é AGAPE.
E Pedro responde: "Te amo." Mas usa FILEO.
E Jesus pergunta a segunda vez: "Pedro, você AGAPE a mim?"
E Pedro diz: "Eu te FILEO."
E, por fim, Jesus pergunta: "Pedro, você FILEO a mim?"
E, então, a Bíblia diz que Pedro ficou muito triste porque Jesus havia perguntado pela terceira vez se ele O amava.
(Amou-os até o fim. Jo 13: 1 - AGAPE)
Mas a tradução aqui não nos ajuda.
Pedro não ficou triste porque Jesus perguntou três vezes a mesma coisa. Não é a quantidade de perguntas que entristeceu Pedro. Mas o fato de Jesus ter usado FILEO.
Aquilo foi como quando o galo cantando, mas, agora, para salvação.
Pedro cai em si e descobre que seu amor por Aquele que dera a vida por ele não era mais do que um amor singelo, que não lhe envolvia a vida por Aquele que o amava de tal maneira.
Mas Jesus não se importava com isso. Ele não queria ridicularizar Pedro, mas salvá-lo.
E, para isso, Ele queria mostrar a Pedro quem Pedro era.
Jesus pergunta AGAPE para revelar a Pedro o seu próprio coração.
Por fim, na terceira vez, usou FILEO para que Pedro entendesse onde Pedro se encontrava.
E Pedro ficou triste quando percebeu quem era. Que amava a Jesus Cristo somente FILEO.
E, então, disse: "Tu sabes tudo. E sabes que eu só te amo FILEO. Que eu não te amo como você me amou."
E posso ver os olhos de Pedro brilhando quando Jesus, mesmo após essa confissão de derrota que contrariava o Pedro que havia dito que não O abandonaria, quando Jesus diz a Pedro: "Apascenta minhas ovelhas."
É como se Pedro ouvisse: "Eu sei, Pedro, que seu amor não é perfeito, eu conheço suas falhas, mas eu ainda AGAPE você, e precisava que você se reconhecesse fraco para que eu pudesse curá-lo. Agora, vamos começar com o que você tem, e, depois, eu vou aperfeiçoando-te."
E Pedro foi curado!
(Amor nos constrange. II Cor 5: 14 - AGAPE)
(Novo Mandamento - Jo 13: 34, II Jo 1: 5 - AGAPE)
(Jovem Rico - Mt 19: 19 - AGAPE)
=========================
Nessa agenda ainda há relatos de uma pregação em 22/01/2006 sobre o texto de Efésio 6: PERMANECER.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Pregação - Domingo 22/04/2012
IBM
Textos:
Tornou, pois, a haver divisão entre os judeus por causa destas palavras - João 10:19
Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. - João 10:31
E muitos ali creram nele. - João 10:42
E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. - João 11:4
E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele. - João 11:15
Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste. - João 11:42
Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele. Mas alguns deles foram ter com os fariseus, e disseram-lhes o que Jesus tinha feito. - João 11:45-46
Por que o mesmo ato que é capaz de fazer crer é, também, incapaz de fazer crer, e até mesmo, capaz de fazer descrer?
Tentando ensaiar com as crianças um teatro sobre a ressurreição de Lázaro, comecei a me perguntar até que ponto sou capaz de ouvir Deus? Até que ponto eu realmente escuto Deus ou me conservo apenas repetindo o que alguém disse sobre Deus?
Uma vez chamado a ser "sacerdócio real", dentro daquilo que se denomina de "Sacerdócio Universal do Cristão", não há como me desculpar. Efetivamente, sou responsável pela minha própria comunhão com Deus, eis que Deus fala e a mim, que desejo compreendê-Lo, compete discernir a voz Dele no meio dos barulhos desse tempo.
Não posso depender dos religiosos, pois mesmo nas suas melhores intenções eles são capazes de me desviar do caminho.
Deus é capaz de falar comigo diretamente, ainda que esse "direto" seja através de um amigo, estranho, criança, ateu ou incapaz. O que importa é que eu esteja caminhando com Deus para aprender a discernir Sua voz em qualquer momento (João 11: 51-52).
E nesse contexto é importante compreender a instituição da Igreja como Corpo de Cristo, onde todos são capazes de ouvir Deus e expressá-Lo de forma ampla e livre uns para os outros. Sem se preocupar se o que tem de ser aprendido é difícil, pois quem nos ensina a todos é o próprio Espírito Santo.
E tudo isso aprendido da boca dos pequeninos.
Que Deus continue falando por eles e me mantenha de ouvidos abertos.
sábado, 9 de julho de 2011
Pregação - Domingo 10/07/2011
A indicação do livro eu tirei de uma transcrição de uma pregação do Rubem Alves que copiei para meu blog, mas, depois, descobri que já tinha esse livro em minha biblioteca digital.
O título, "A menina e o pássaro encantado".
E isso me reportou diretamente à Ceia que celebramos neste dia.
O evangelista João relata uma conversa de Jesus com seus discípulos pouco antes de sua paixão (ou, se pensarmos bem, Jesus já estava sentindo a paixão...). Este relato encontra-se em João 14.
Até o verso 15 Jesus diz que iria embora (o que, os discípulos, definitivamente, não entenderam), mas no verso 16 ele nos apresenta o Consolador.
Essa palavra é utilizada apenas por João:
parakletos: e significa = intercessor, consolador, advogado, confortador.
Eis os textos onde a encontramos:
paraklhton: Jo 14:16, 1 Jo 2:1
paraklhtoV: Jo 14:26, 15:26, 16:7
Vou embora.
Deixo Consolador
Consolador: verbo
transitivo direto, bitransitivo e pronominal
1 aliviar, ou tentar aliviar, a dor, o sofrimento, a aflição (de outrem ou a própria), com palavras, recompensas, promessas etc.
Exs.: ela tem muito jeito para c. as pessoas
c. um amigo pela (ou da) perda de um ente querido
consolou-se da frustração comendo chocolate
transitivo direto, intransitivo e pronominal
2 Derivação: sentido figurado.
proporcionar ou sentir satisfação; satisfazer(-se)
Exs.: c. o estômago
um bom livro consola
c.-se com o sucesso do outro
pronominal
3 resignar-se, conformar-se
Ex.: c.-se das perdas nos negócios
Ceia
Memória de Mim
Voltarei
Consola do quê?
Saudade!
De quê?
Melhor seria, de quem?!
Do Pai!!!
domingo, 19 de junho de 2011
Pregação 19/06/2011 - Esboço
Hb 10: 23 Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel.
I Jo 2: 25: E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
At 2: 38, 39: Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus chamar".
Tenho uma filha chamada Isabele. Esse nome deriva de Elisabete. Ambos têm origem hebraica e significam: Deus Promete.
Poderia melhorar a compreensão do significado de seu nome dizendo que Isabele é "promessa de Deus", mas ainda prefiro a afirmação: Deus Promete. E isso porque, na minha vida, eu prefiro ter a certeza de uma promessa de Deus do que ver o seu cumprimento.
Para mim, isso denota uma das características mais significativas de Deus para mim, a Sua Perfeita Fidelidade.
Ao contrário de nós, quando Deus fala Ele se coloca por completo nas frases que diz. Ele não arruma atalhos ou fica embaraçado com alguma dificuldade. Ele Promete. E apresentar Sua promeça é o mesmo que afirmar seu cumprimento.
Deus não se pega fazendo promeças tolas, como a nós é tão comum. "Papai, me dá um chocolate?!" "Claro, filho!" nós falamos, sabendo que a frase saiu automática e foi dita apenas para que a insistência da criança fosse acomodada. Lógico que ficar explicando tudo para uma criança também tem seus limites, mas a questão aqui, embora outros exemplos possam ser dados, é que não somos capazes de manter comodamente nossas promessas. Outro exemplo são aqueles votos que fazemos ao nos casarmos. Quem, em sã consciência seria capaz de repití-los, 10 anos depois, sem querer colocar algumas letrinhas miúdas abaixo da assinatura para indicar várias exceções ou condições.
Mas, antes que os exemplos estraguem mais a aplicação, vamos ao que interessa: com Deus é diferente! Deus Promete! Deus Cumpre!
Porém, em nossa mente, parece que só a promessa não é relevante. Pior, duvidamos da promessa enquanto ela não se cumpre. Isso, ao meu ver, não ocorre porque eu quero entender melhor a promessa, mas porque não sou capaz de confiar em Deus, de aderir, de me grudar, naquilo que Deus diz.
Vejam alguns exemplos:
Zacarias, quando o anjo lhe falhou que ele teria um filho, duvidou, e ficou mudo.
Maria, mãe de Jesus, quando o anjo lhe falou que ela teria um filho, duvidou, mas não ficou muda.
Qual a diferença? Algo que Deus apenas consegue enxergar: o quanto nosso coração é capaz de confiar em uma promessa. O quanto nosso coração é capaz de confiar Naquele que promete.
Entre as duas situações, provavelmente, eu ficaria mudo. Mas sabe o que é incrível nas duas: Deus Promete! Deus Cumpre!
Não dependia de Maria, não dependia de Zacarias. Dependia de Deus!!
Deus Promete!
Com Abrão ocorreu a mesma coisa.
Em Gênesis cap. 15 Deus aparece para Abrão e esclarece mais a promessa que Ele tinha feito em Gn 12. Agora Deus revela que haverá um filho do próprio Abrão, um descendente legítimo.
Talvez, em Gn 12, Abrão pensava que Ló pudesse ser aquele através do qual Deus o transformasse em "uma grande nação". Em Gn 15: 2, vemos que Abrão imagina que é em seu escravo Eliézer que Deus cumprirá sua promessa. Em Gn 15: 4, Abrão recebe a promessa de Deus de que ele geraria um filho.
Até aquele momento, suas promessas eram mais vinculadas à terra do que a um filho de sangue.
Isso já fez Abrão sair, mas, talvez, pudesse imaginar que seu nome seria grande e lembrado pelas conquistas da terra. Uma promessa que Abrão poderia "cumprir sozinho", como demonstrado quando Abrão resgatou Ló. Porém, a promessa de Deus era para além disso.
Quando chega a promessa de um filho, a promessa absurda, a promessa possível apenas para Deus, aí, então, compete a nós, ao nosso coração, uma decisão: aderir ou rejeitar a promessa.
Gn 15: 6 apresenta a decisão de Abrão: ele adere. Ele crê. Ele tem fé. E essa fé, essa adesão, é aquilo que conta em nossa justificação por Deus. Deus o justifica porque Abrão adere a uma promessa vinda de Deus. Absurda, se tomada na lógica humana. Mas se é Deus quem promete, Deus cumpre!
O absurdo é tão grande (um filho para um casal de idosos) que Sarai imagina que a descendência seria apenas de Abrão, e, por isso, oferece sua serva para gerar essa descendência, o que Abrão entende ser razoável. Mas Deus não promete pela metade. E se revela a Sarai, e reafirma a promessa de um filho do casal. Sarai, ri. E desse riso sai o nome do herdeiro Isaac.
E eu tenho minha filha para que eu nunca esqueça que Deus Promete!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Pregação 15/05/2011 - Esboço
Um parênteses: Deus proíbe a sua representação por ícone de qualquer forma que seja. E eu acho que isso ocorre porque o ícone nunca é exatamente aquilo que se pretende representar. O ícone sempre carrega um pouco de nós, dos nossos medos, incertezas, inseguranças. E Deus não quer, nem pode, ser compreendido preso a nós, porque se assim for, Ele fica reduzido a mim mesmo, às minhas próprias incompetências, e deixa de ser Deus capaz de me auxiliar.
Não que não possamos conhecer a Deus, mas, antes, é necessário conhecê-Lo por aquilo que Ele diz, e não por aquilo que eu acho que Ele diz.
Festas, ritos, etc. podem nos auxiliar a conhecer Deus, mas Ele é mais do que os símbolos que utilizamos.
Deus é LUZ, ESPÍRITO, AMOR.
E aqui pulamos para um outro degrau.
Ele sabe que fazemos isso e Ele sabe que precisamos reconhecer isso para que possamos mudar.
Talvez, por isso, Moisés derreteu o bezerro e fez o povo beber a água com o pó do bezerro (Ex. 32:20): para mostrar ao povo que o bezerro estava dentro de cada um. E aquilo, embora fosse o que eles pensavam sobre Deus, aquilo NÃO ERA DEUS!
Acho que também nós, somos assim instruídos por Deus.
Ele nos coloca diante de nós mesmos e descobrimos que o que somos e vínhamos pensando sobre a vida, sobre nós, sobre os outros, sobre Deus, não passava de ícones, de imagens que minha incompetência criava, de uma representação minha sobre Deus, ou, finalmente, de um desejo íntimo de ser como Deus, de impor a Deus, ou mesmo, de colocar em Deus, o meu caráter, aquilo que sou.
Mas Deus nos ama e põe um espelho em nossa frente. Ele nos leva diante de um precipício e nos mostra todos os reinos e mundos que nõs mesmos criamos e pergunta: Com quem (ou o quê) você quer ficar? Comigo, ou com aquilo que você tem criado e acreditado ser Eu, mas que, na realidade, é você mesmo?
Deus nos coloca diante das nossas certezas, medos, seguranças, caráter, e nos pergunta: Você está disposto a deixar tudo e me conhecer um pouco mais?
Como eu sou arrogante! Orgulhoso! Achando que é aquilo que penso que é a melhor coisa do mundo. Que os outros estão todos errados. Que só eu estou certo.
Em Romanos 14 Paulo nos orienta a cuidar dos irmãos, em especial dos mais fracos na fé. E, dentre as várias perguntas que faz, se sobressai uma: Quem é você?
Ou melhor, "quem você pensa que é?". Essa pergunta é que revela nossa arrogância juntamente com uma outra que não consta no texto bíblico mas com ele faz eco: "Você sabe com quem está falando?"
É hora de eu aprender a viver e morrer para Deus, como Paulo ensina no verso 7.
Que Deus me abençoe a deixar minhas arrogantes certezas e cuidar dos irmãos, sem perguntar "quem é você?", nem "você sabe com quem está falando". Apenas aprender a amar e confiar em Deus.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Domingo - 04/01/09
Jovane estava em Registro/SP.
Eu estava em Maringá e depois coloco as anotações da pregação do Ricardo Guedes.
Escola Dominical - 04/01/2009
domingo, 28 de dezembro de 2008
Domingo - 28/12/08
Jovane estava em Registro/SP.
Eu estava em Maringá e não foi ao culto.
Escola Dominical - 28/12/2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Domingo - 21/12/08
Fernando estava no louvor.
Eu estava em Maringá. Depois coloco as anotações da pregação do Ricardo Guedes.
Escola Dominical - 21/12/2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Reunião com a IBM - 16/12/08
Apresentei o que o Colegiado idealizou para 2009.
Comentei sobre a música "Paisagem da Janela". (Uma verdadeira poesia sobre o papel da Igreja e do Cristão no mundo)
Começamos a ouvir o que os presentes queria há muito dizer.
Sinceramente, a reunião se estendeu até à meia-noite, e não gostei do que ocorreu. Mas, para muitos havia a 'necessidade' de se falar, então, aguardemos o que Deus realizará em todos!!!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Domingo - 14/12/08
A Viagem Missionária para Jundiaí do Sul/PR ocorreu nesse fim de semana.
37 pessoas participaram e a chegada ocorreu quase no final do culto. Por isso, o louvor desse domingo ficou sob o encargo da Adriana/Rony/Jurandir/Eu/Igreja, não necessariamente nessa ordem. :-)
A pregação ficou ao meu encargo. Dia 13/12/08 estava em Maringá para o aniversário das crianças. Foi muito legal, mas voltei de ônibus para não deixar o culto de domingo na mão de ninguém. Valeu a pena, graças a Deus!
Tentei gravar a pregação, mas acabou a pilha do pen-drive e a gravação não vingou! Pena! Tenho de comprar um gravador urgente! (e que funcione sem pilhas :-)
Ainda no tema de mordomia, fiz uma retrospectiva das últimas pregações:
1) Fé + Obediência = Mordomia -> Todos os que nasceram de novo tem a fé suficiente para obedecer a Deus e cumprir Sua Palavra. Não é a falta de fé o nosso problema, mas a falta de obediência. Obedecendo, seremos servos fiéis e poderemos nos considerar bons mordomos. A Obediência é a conseqüência da confiança no sustento dado pelo Senhor da Casa.
2) Deus nos preparou boas obras para que andássemos nelas -> não são as obras que salvam. Somente Jesus Cristo é capaz de nos salvar. Mas, uma vez salvos, Deus quer nos conduzir para um objetivo comum: sermos semelhantes a Jesus Cristo. Deus fará isso com todos nós. Nesse percurso há, inevitavelmente, a realização de boas obras, semelhante às que Jesus fazia, consubstanciadas no novo mandamento: amar uns aos outros como Jesus nos amou.
3) Mordomia implica em "cultivar e guardar" tudo o que Deus nos colocou nas mãos -> o domínio dado aos Homens sobre todas as coisas não é um domínio ditatorial, mas um domínio de Mordomia, de funcionalidade, pois prestaremos contas desse domínio outorgado a nós. É um domínio de vigilância e cuidado sobre tudo o que foi posto sob nossa responsabilidade. É um Administrar Responsavelmente o que não nos pertence, mas pertence ao Senhor de tudo. Seja o cuidado com os animais, as plantas, o ecossistema todo, seja o cuidado com a nossa vida e, inclusive, com a vida do outro, a quem eu devo amar. Devo cuidar de tudo para devolver tudo ao Senhor de tudo.
4) Expecificamente em relação ao 'dízimo' -> o texto de I Tm 6: 3-11 alerta para não desprezarmos as palavras de Jesus Cristo e a doutrina que é segundo a piedade. Aqui, a importância toda é voltada à piedade. E piedade significa compaixão, mesclar-se à dor do outro. É a retomada da idéia de Malaquias 3 que indica que o roubo a Deus causa a 'falta de alimento na casa de Deus' o que indica uma administração irresponsável do que Deus nos deu a gerir como mordomos Seus. Se tudo é Dele, inclusive minha vida e tudo o que tenho, então, todo o meu dinheiro é Dele também. Assim, o que Deus requer de mim não é apenas 10%, mas a totalidade de tudo o que sou e tenho. É 100%! Conhecedor da nossa incapacidade de total entrega a Ele, Deus começa com aquilo que somos capazes de dar e nos conduz a um caminhar em que podemos aprender a depender Dele cada vez mais, e, assim, entregarmo-nos a Ele cada vez mais, até que seja Tudo para Ele! O 'dízimo', antes de ser uma paga ou contraprestação pelo que Deus nos deu, é uma forma de compreendermos nossa incompetência de depender Dele para tudo, de confiar que Ele me sustenta, de desfrutar do cuidado completo que Ele tem por mim, apesar de mim. Exemplos disso: a) Cristo começou com o amor fileo que Pedro podia oferecer, mesmo quando requeria de Pedro um amor ágape. b) Na parábola dos talentos, os servos não ficam com nada, e devolvem Tudo para o Senhor, pois têm consciência de que tudo é do Senhor e a eles bastam estar vivendo sob o senhorio do seu Senhor. c) "Até que Cristo seja Tudo em Todos."; d) "posso todas as coisas naquele que me fortalece"; todas as expressões de dependência indicam que essa dependência não se limita a uma porcentagem, mas à integralidade de nossa vida. Assim, o 'dízimo' é algo que tenho de definir diante de Deus e confiar em sua graça e misericórdia para que, ainda que não seja capaz de dar nem 1% do que tenho, eu possa obedecer e agir como mordomo (escravo) que sou para aprender a depender do meu Senhor (Fé + Obediência = Mordomia). Deus vai trabalhar em nossas vidas para que essa entrega e essa dependência sejam totais.
Após essa breve retrospectiva, foi lido o texto de Lucas 15 - O filho perdido.
Enfocado na idéia de mordomia, o texto nos ensina como o Pai trabalha com dois filhos que não aprenderam a ser mordomos.
O mais novo, despreza todos os bens do pai e gasta tudo que lhe foi confiado de maneira irresponsável. Assim somos nós quando não administramos responsavelmente aquilo no qual Deus nos institui como mordomos. Seja a nossa vida, seja a natureza, seja o meu próximo. Gastamos tudo sem compreender que o que nos foi dado não é apenas para nós, mas para sevir a todos que estão a minha volta, para gerir os bens que são do Senhor (não meus), e fazer a casa do Senhor continuar sendo suprida.
O mais velho, preserva os bens do pai, não gasta nada, mas também, não participa da realidade do relacionamento com o pai nem age responsavelmente com o mundo que lhe cerca. Assim somos nós quando guardamos tudo para apenas gastarmos conosco mesmo e com 'aquilo que gostamos'. O objetivo do filho mais velho era ganhar um cabrito para comer com os amigos, mesmo tendo a felicidade de desfrutar todos os dias da mesa do pai. A idéia parecia ser poupar para poder gastar mais comigo mesmo. O administrador responsável não se permite poupar quando há necessidade para ser suprida, quando há vidas para serem sustentadas, quando há festa para celebrar reencontros. Pois não há necessidade de poupança quando o Senhor está presente, quando há dependência Daquele que cuida das nossas necessidades.
Os dois filhos estavam perdidos e o texto mostra que o pai vai ao encontro de ambos. Dessa forma, ainda que sejamos perdulários como mordomos, desfazendo tudo o que o pai nos deu para guardar; ou, ainda que sejamos mesquinhos, conservando para nosso proveito as coisas que o pai nos deu para repartir, Deus, ainda assim, vai ao nosso encontro em nossa perdição e nos resgata para abrir nossos olhos e nos conduzir a entrar novamente em casa para recomeçarmos.
Essa é a palavra final nesses estudos sobre mordomia: tudo é um aprendizado, e Deus vai nos ensinar durante todo o percurso de nossa vida. Se não aprendemos a cuidar zelosamente do que Ele colocou sob nossa responsabilidade, e, se não aprendemos a depender Dele em tudo, Deus, como Pai, vai ao nosso encontro em nossa perdição e nos conduz de volta à casa para continuarmos a aprender Dele e com Ele.
Então, ainda há esperança e Hoje é o tempo de Deus para todo o recomeço.
Escola Dominical - 14/12/2008
Estava em viagem (Maringá-Curitiba) e não participei.
A Elizete estava encarregada do estudo, mas ninguém apareceu.
Coisas de final de ano em igreja pequena. :-)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Compra do ônibus - 08/12/08
A IBM comprou um ônibus!
Valor: R$ 27.000,00 (Kombi + R$12.000,00)
O cuidado de Deus foi que o Aldo chegou bem no momento em que estávamos vendo o ônibus e ele deu umas dicas formidáveis e disse que o que o ônibus possui valeu bem a compra realizada!
Graças a Deus! Que Ele conduza Sua Igreja!
domingo, 7 de dezembro de 2008
Domingo - 07/12/08
Continuei o estudo sobre Mordomia.
Eis o material que escrevi para o culto:
==
Infelizmente, talvez eu seja categórico em algumas afirmações que não vou poder esclarecer bem hoje, mas se houver dúvidas, perguntem-me depois, durante a semana, ou nas próximas Escolas Bíblicas e poderemos abrir a Bíblia para aprender e estudar juntos.
Primeiramente, vale esclarecer que falo hoje com foco em pessoas que desejam seguir a Deus e se entregarem mais a Ele, e não para quem ainda nem conhece a Deus.
Lembrando alguns temas das últimas pregações:
Mordomia = Fé + Obediência;
Obediência é cumprir o que Deus preparou para nós, inclusive, as boas obras;
Deus é Senhor de Tudo!
Reiniciemos hoje em I Tm 6: 3-11.
Semana passada, tratando do fato de que Deus é Senhor de Tudo nós lemos esse texto e, depois, não voltamos nele porque queria traçar um pano de fundo para trabalha-lo hoje.
No nosso pano de fundo já sabemos que Fé + Obediência = Mordomia; e Em Obediência podemos incluir as boas obras que Deus preparou para andarmos nelas.
E, na mordomia, devemos compreender que nós somos Mordomos e Deus é Senhor de Tudo!
No texto de I Tm 6: 3-11, Paulo orienta Timóteo a ter cuidado com aqueles que ensinam falsas doutrinas e se afastam da sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e do ensino que é segundo a piedade.
Como já comentamos na Escola Dominical, vou esclarecer o contexto do tão conhecido versículo 10.
Nele, Paulo é contrário aos que amam ao dinheiro. E orienta Timóteo a perseverar na Piedade.
Assim, só uma coisa pode nos fazer deixar de amar o dinheiro, e essa coisa é amar a Jesus Cristo e viver na sua doutrina e na piedade, que é o que Paulo inicia falando no verso 3 e termina no verso 11.
No domingo passado eu quis traçar o paralelo de que Deus, sendo Senhor de tudo, inclusive de nós mesmos, pois Ele pagou um preço por nós, a mordomia na qual Ele nos incumbiu passa pelo cuidado de toda a terra, de todas as coisas, e, também, do próximo.
E, aqui, no cuidado do próximo, a piedade se evidencia mais. E a mordomia se evidencia mais.
O texto de I Tm 6: 3-11 não diz que o mais importante é não amar ao dinheiro, não é esse o foco. O Cristianismo não é negativo (algo como “não faça isso”. Quem vive assim são os legalistas). O Cristianismo é sempre afirmativo e o texto de I Tm 6 diz que o mais importante é permanecer na sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e no ensino que é segundo a piedade. É isso que importa. Não é deixar um vazio negativista, mas apontar um caminho e positivar-se na marcha pelo e durante o caminhar.
E agora, falando de mordomia financeira, quero tratar de um ponto crucial. E lembre-se, tudo o que foi dito até agora é importante e engloba o que vou continuar falando.
E a pergunta principal que gostaria de fazer hoje é respondida no Salmo 1.
Como a resposta já é conhecida, faço a pergunta: De onde você tira o seu sustento? Qual é a fonte de seu sustento? (Ecl. 5: 13, 19)
Quando se fala de mordomia sobre o dinheiro que temos a grande questão é sempre essa: De onde você tira seu sustento?
É do seu trabalho? Da sua inteligência? Força? Esperteza? Competência? Capacidade?
O Salmo 1 diz com o que é semelhante aquele que tira seu sustento de Deus.
E não se limite a uma visão legalista ou formalista quando o salmista fala da Lei do Senhor. A Lei do Senhor é uma forma do salmista se referir à própria pessoa de Deus, e não apenas a uma obediência à Lei escrita.
(Sl 15)
Assim, quando entro na questão da mordomia sobre meus bens devo lembrar que Deus é dono de tudo e eu preciso depender inteiramente e totalmente Dele para poder viver adequadamente.
Ecl 5: 19 diz que as riquezas é algo concedido por Deus como um dom!
E todo dom tem uma função comunitária na Igreja.
E se você tem recebido esse dom de Deus em ter dinheiro, saiba que esse dom tem também uma função comunitária. Pois você é mordomo, e não Senhor.
Só Deus é Senhor de tudo, e se Ele tem dado a você, servo, dinheiro e bens para cuidar do que é Dele, você tem a responsabilidade de administrar bem essa graça de Deus como mordomo fiel em toda a casa de Deus.
Se você não tem confiança em Deus para te sustentar, e acha que seu sustento vem de você mesmo, você não será um mordomo responsável.
Você acha que Deus precisa de seu dinheiro? Você acha que a Igreja de Deus precisa de seu dinheiro? Nem Deus, nem a Igreja Dele precisam de seu dinheiro! Então, fique livre e não se sinta pressionado a nada.
Você acha que o dízimo é um carnê que você “paga”? E porque “pagou”, Deus não pode mais executar você? “Misericórdia quero e não sacrifícios!” Lembremos disso sempre: Igreja não é “Casas Bahia” para você pagar nada! Essa expressão: “pagar dízimo”, para mim, é abominável e somente expressa a nossa ignorância e total independência maligna de Deus. Deus vai te abençoar se você obedecer, e não se você der dízimo.
Para mim, o dízimo é um sinal gigantesco da nossa incompetência em depender totalmente de Deus.
Deus pede apenas uma coisa de nós, e não é nosso dinheiro.
Ele pede o nosso coração. (Pv 23: 26; Gl 4: 6)
Ele pede nosso coração porque onde está nosso coração ali está nosso tesouro. E Ele quer que Ele seja o nosso tesouro.
Ele quer que aprendamos a depender Dele, a tirar nosso sustento Dele, e não de nossas forças.
Malaquias 3: 8-12 deve ser lido com esse olhar.
Sinceramente, você acha que Deus está pedindo dinheiro para Ele, para os pastores ou líderes da igreja nesse texto?
Deus está nos lembrando que Ele é o Senhor de tudo e todos e que nós somos apenas mordomos responsáveis em administrar o que é Dele.
Olhe para o que Deus quer fazer com o dinheiro de dízimos e ofertas que estão sendo “roubados”, indevidamente apropriados pelos mordomos a quem Deus concedeu que administrem Seus bens: “para que haja ALIMENTO NA MINHA CASA!”
Em outras palavras: não retenham o que Eu te dei apenas para você, mas aprenda a ser mordomo fiel, aprenda a dividir aquilo em que Eu lhe coloquei como responsável. É você quem tem de alimentar a todos para que todos saibam que Eu sou Senhor de tudo e de todos e que Eu cuido de tudo e de todos.
Como José no Egito, não parece?!
Porque quando nós agirmos como mordomos fiéis, todos serão fartos, e a terra toda será maravilhosa. É isso que o texto diz.
Agora, se meus mordomos forem irresponsáveis, Eu tratarei deles como convém, e eles serão expulsos da minha presença!
Se você não quiser mais dar o dízimo, fique tranqüilo, eu libero você desse seu peso. Deus não precisa de seu dinheiro, nem a Igreja de Deus precisa dele.
Mas se você quer aprender a depender de Deus ...
Saque quanto é que Deus quer do seu salário? Não é 10%, é 100%. Porque Deus não quer 10% da sua vida. Ele quer 100% da sua vida! Engraçado não é!? Deus quer 100% de mim, mas só 10% do meu dinheiro?
Os 10% é uma medida para ensinar-nos a depender Dele nesses 10% para podermos aprender a depender Dele 100%.
Esse é objetivo de Deus!
Que Cristo seja tudo em todos!
É para isso que Deus tem nos conduzido: para nos tornarmos mais e mais semelhantes a Jesus Cristo.
E Jesus dependeu totalmente de Deus.
Jesus tirou de Deus todo o seu sustento.
E Jesus teve de Deus tudo o que Ele mais queria. E sabe o que era?
Deus era o que Jesus mais queria! (Sl 37: 4; Fp 4:4)
Se o seu deleite é o Senhor, é Ele quem te satisfará!
Se você não se libertar do seu sustento próprio, nunca vai aprender a ter suas raízes em Jesus. Nunca!
E isso é um trabalhar de Deus em nós. É um processo.
Voltemos ao Salmo 1.
Dependendo de Deus seremos árvores que DÃO seu fruto.
O fruto nunca é para a árvore. O fruto é para a árvore DAR. Quando a árvore aprende a dar frutos é porque a árvore já está alimentada.
Que nós nos alimentemos de Deus e Dele tiremos nosso sustento. E possamos dar fruto para que haja alimento na casa de Deus, nossa terra seja maravilhosa, e que vivamos a sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e o ensino que é segundo a piedade.
(Mt 25: 15-30)
=======
Escola Dominical - 07/12/2008
Trabalhei a questão da mordomia que foi apresentada no culto da noite, por isso, não descrevo muito aqui, remetendo para o próximo post.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Consórcio - 06/12/08
A IBM fechou um consórcio com a ADEMILAR.
Agora, é só esperar Deus abençoar uma contemplação rápida! :-)