sábado, 9 de julho de 2011

Pregação - Domingo 10/07/2011

Há algum tempo atrás, falando em outra pregação mencionei de supetão algo que, depois, me fez pensar por um bom tempo. Apesar de tal pensamento não me parecer equivocado, o que me deixou pensativo era o fato de nunca ter ouvido algo semelhante ao que havia dito. Porém, como nada há de novo sobre a face da terra, deparei-me com um livro infantil do Rubem Alves que já havia repercutido ideia semelhante.
A indicação do livro eu tirei de uma transcrição de uma pregação do Rubem Alves que copiei para meu blog, mas, depois, descobri que já tinha esse livro em minha biblioteca digital.
O título, "A menina e o pássaro encantado".

E isso me reportou diretamente à Ceia que celebramos neste dia.

O evangelista João relata uma conversa de Jesus com seus discípulos pouco antes de sua paixão (ou, se pensarmos bem, Jesus já estava sentindo a paixão...). Este relato encontra-se em João 14.
Até o verso 15 Jesus diz que iria embora (o que, os discípulos, definitivamente, não entenderam), mas no verso 16 ele nos apresenta o Consolador.

Essa palavra é utilizada apenas por João:

parakletos: e significa = intercessor, consolador, advogado, confortador.
Eis os textos onde a encontramos:
paraklhton: Jo 14:16, 1 Jo 2:1
paraklhtoV: Jo 14:26, 15:26, 16:7

Vou embora.
Deixo Consolador

Consolador: verbo
transitivo direto, bitransitivo e pronominal

1 aliviar, ou tentar aliviar, a dor, o sofrimento, a aflição (de outrem ou a própria), com palavras, recompensas, promessas etc.
Exs.: ela tem muito jeito para c. as pessoas
c. um amigo pela (ou da) perda de um ente querido
consolou-se da frustração comendo chocolate
transitivo direto, intransitivo e pronominal
2 Derivação: sentido figurado.
proporcionar ou sentir satisfação; satisfazer(-se)
Exs.: c. o estômago
um bom livro consola
c.-se com o sucesso do outro
pronominal
3 resignar-se, conformar-se
Ex.: c.-se das perdas nos negócios

Ceia
Memória de Mim
Voltarei
 
Consola do quê?
Saudade!
De quê?
Melhor seria, de quem?!
Do Pai!!!

domingo, 19 de junho de 2011

Pregação 19/06/2011 - Esboço

Textos:
Hb 10: 23 Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel.
I Jo 2: 25: E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
At 2: 38, 39: Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus chamar".

Tenho uma filha chamada Isabele. Esse nome deriva de Elisabete. Ambos têm origem hebraica e significam: Deus Promete.
Poderia melhorar a compreensão do significado de seu nome dizendo que Isabele é "promessa de Deus", mas ainda prefiro a afirmação: Deus Promete. E isso porque, na minha vida, eu prefiro ter a certeza de uma promessa de Deus do que ver o seu cumprimento.
Para mim, isso denota uma das características mais significativas de Deus para mim, a Sua Perfeita Fidelidade.
Ao contrário de nós, quando Deus fala Ele se coloca por completo nas frases que diz. Ele não arruma atalhos ou fica embaraçado com alguma dificuldade. Ele Promete. E apresentar Sua promeça é o mesmo que afirmar seu cumprimento.

Deus não se pega fazendo promeças tolas, como a nós é tão comum. "Papai, me dá um chocolate?!" "Claro, filho!" nós falamos, sabendo que a frase saiu automática e foi dita apenas para que a insistência da criança fosse acomodada. Lógico que ficar explicando tudo para uma criança também tem seus limites, mas a questão aqui, embora outros exemplos possam ser dados, é que não somos capazes de manter comodamente nossas promessas. Outro exemplo são aqueles votos que fazemos ao nos casarmos. Quem, em sã consciência seria capaz de repití-los, 10 anos depois, sem querer colocar algumas letrinhas miúdas abaixo da assinatura para indicar várias exceções ou condições.

Mas, antes que os exemplos estraguem mais a aplicação, vamos ao que interessa: com Deus é diferente! Deus Promete! Deus Cumpre!

Porém, em nossa mente, parece que só a promessa não é relevante. Pior, duvidamos da promessa enquanto ela não se cumpre. Isso, ao meu ver, não ocorre porque eu quero entender melhor a promessa, mas porque não sou capaz de confiar em Deus, de aderir, de me grudar, naquilo que Deus diz.

Vejam alguns exemplos:
Zacarias, quando o anjo lhe falhou que ele teria um filho, duvidou, e ficou mudo.
Maria, mãe de Jesus, quando o anjo lhe falou que ela teria um filho, duvidou, mas não ficou muda.
Qual a diferença? Algo que Deus apenas consegue enxergar: o quanto nosso coração é capaz de confiar em uma promessa. O quanto nosso coração é capaz de confiar Naquele que promete.
Entre as duas situações, provavelmente, eu ficaria mudo. Mas sabe o que é incrível nas duas: Deus Promete! Deus Cumpre!
Não dependia de Maria, não dependia de Zacarias. Dependia de Deus!!
Deus Promete!

Com Abrão ocorreu a mesma coisa.
Em Gênesis cap. 15 Deus aparece para Abrão e esclarece mais a promessa que Ele tinha feito em Gn 12. Agora Deus revela que haverá um filho do próprio Abrão, um descendente legítimo.
Talvez, em Gn 12, Abrão pensava que Ló pudesse ser aquele através do qual Deus o transformasse em "uma grande nação". Em Gn 15: 2, vemos que Abrão imagina que é em seu escravo Eliézer que Deus cumprirá sua promessa. Em Gn 15: 4, Abrão recebe a promessa de Deus de que ele geraria um filho.
Até aquele momento, suas promessas eram mais vinculadas à terra do que a um filho de sangue.
Isso já fez Abrão sair, mas, talvez, pudesse imaginar que seu nome seria grande e lembrado pelas conquistas da terra. Uma promessa que Abrão poderia "cumprir sozinho", como demonstrado quando Abrão resgatou Ló. Porém, a promessa de Deus era para além disso.
Quando chega a promessa de um filho, a promessa absurda, a promessa possível apenas para Deus, aí, então, compete a nós, ao nosso coração, uma decisão: aderir ou rejeitar a promessa.
Gn 15: 6 apresenta a decisão de Abrão: ele adere. Ele crê. Ele tem fé. E essa fé, essa adesão, é aquilo que conta em nossa justificação por Deus. Deus o justifica porque Abrão adere a uma promessa vinda de Deus. Absurda, se tomada na lógica humana. Mas se é Deus quem promete, Deus cumpre!

O absurdo é tão grande (um filho para um casal de idosos) que Sarai imagina que a descendência seria apenas de Abrão, e, por isso, oferece sua serva para gerar essa descendência, o que Abrão entende ser razoável. Mas Deus não promete pela metade. E se revela a Sarai, e reafirma a promessa de um filho do casal. Sarai, ri. E desse riso sai o nome do herdeiro Isaac.


E eu tenho minha filha para que eu nunca esqueça que Deus Promete!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pregação 15/05/2011 - Esboço

Parece que precisamos de um auxílio visual para tornarmos a nossa percepção da realidade mais concreta. Talvez, por isso, é que, normalmente, tendemos a coisificar o que compreendemos da vida. Talvez, por isso, é que criamos ícones. Isso parece ajucar a nos manter na realidade.

Um parênteses: Deus proíbe a sua representação por ícone de qualquer forma que seja. E eu acho que isso ocorre porque o ícone nunca é exatamente aquilo que se pretende representar. O ícone sempre carrega um pouco de nós, dos nossos medos, incertezas, inseguranças. E Deus não quer, nem pode, ser compreendido preso a nós, porque se assim for, Ele fica reduzido a mim mesmo, às minhas próprias incompetências, e deixa de ser Deus capaz de me auxiliar.
Não que não possamos conhecer a Deus, mas, antes, é necessário conhecê-Lo por aquilo que Ele diz, e não por aquilo que eu acho que Ele diz.
Festas, ritos, etc. podem nos auxiliar a conhecer Deus, mas Ele é mais do que os símbolos que utilizamos.
Deus é LUZ, ESPÍRITO, AMOR.

E aqui pulamos para um outro degrau.

Ele sabe que fazemos isso e Ele sabe que precisamos reconhecer isso para que possamos mudar.
Talvez, por isso, Moisés derreteu o bezerro e fez o povo beber a água com o pó do bezerro (Ex. 32:20): para mostrar ao povo que o bezerro estava dentro de cada um. E aquilo, embora fosse o que eles pensavam sobre Deus, aquilo NÃO ERA DEUS!

Acho que também nós, somos assim instruídos por Deus.

Ele nos coloca diante de nós mesmos e descobrimos que o que somos e vínhamos pensando sobre a vida, sobre nós, sobre os outros, sobre Deus, não passava de ícones, de imagens que minha incompetência criava, de uma representação minha sobre Deus, ou, finalmente, de um desejo íntimo de ser como Deus, de impor a Deus, ou mesmo, de colocar em Deus, o meu caráter, aquilo que sou.

Mas Deus nos ama e põe um espelho em nossa frente. Ele nos leva diante de um precipício e nos mostra todos os reinos e mundos que nõs mesmos criamos e pergunta: Com quem (ou o quê) você quer ficar? Comigo, ou com aquilo que você tem criado e acreditado ser Eu, mas que, na realidade, é você mesmo?

Deus nos coloca diante das nossas certezas, medos, seguranças, caráter, e nos pergunta: Você está disposto a deixar tudo e me conhecer um pouco mais?

Como eu sou arrogante! Orgulhoso! Achando que é aquilo que penso que é a melhor coisa do mundo. Que os outros estão todos errados. Que só eu estou certo.

Em Romanos 14 Paulo nos orienta a cuidar dos irmãos, em especial dos mais fracos na fé. E, dentre as várias perguntas que faz, se sobressai uma: Quem é você?
Ou melhor, "quem você pensa que é?". Essa pergunta é que revela nossa arrogância juntamente com uma outra que não consta no texto bíblico mas com ele faz eco: "Você sabe com quem está falando?"

É hora de eu aprender a viver e morrer para Deus, como Paulo ensina no verso 7.

Que Deus me abençoe a deixar minhas arrogantes certezas e cuidar dos irmãos, sem perguntar "quem é você?", nem "você sabe com quem está falando". Apenas aprender a amar e confiar em Deus.