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terça-feira, 10 de julho de 2012

Tu me amas? Pregação - 2006

Eis uma pregação que encontrei em uma agenda de 2006, da época em que eu anotava as pregações :-).
Na agenda estava escrita entre os dias 11 e 23 de janeiro de 2006, com a anotação de que eu tinha escrito em 23/24 de fevereiro de 2006.
Não sei quando foi a pregação, e, mantenho o texto como foi escrito na agenda.

===
* Jesus vem até nós.
* Jesus começa onde estamos.
* Jesus quer revelar-nos a nós mesmos.
* Jesus não nos abandona jamais.
Pedro precisava saber de tudo isso!

Amou de tal maneira ...

Pedro, você gosta de mim?

Hoje quero partilhar com a igreja algo sobre o amor de Deus, ou melhor dizendo, o Amor que é Deus!
No Antigo Testamento Deus se revela a Moisés como o "Eu sou o que sou." (ESOQS) Porém, no Novo Testamento, o desejo de Deus por maior intimidade conosco se apresenta quando, na sua revelação, Ele diz de Si mesmo: Eu sou Luz, Espírito e Amor.
O Amor deixa, então, de ser um sentimento/sensação para ser uma Pessoa.
Mas o que é o Amor?
Em português a evolução da linguagem reduziu os significados das palavras, pois hoje nós podemos dizer que amamos a Deus ou, mesmo, que amamos chocolate.
Porém, no Novo Testamento, o Espírito Santo se expressa de maneiras diferentes sobre o Amor, havendo, pelo menos, três palavras a ele relacionadas: EROS, FILEO, AGAPE.
Antes de expressarem uma gradação qualitativa, estas palavras indicam quantidades diferentes do mesmo sentimento em relação ao objeto amado.

EROS se vincula à expressão de um amor ligado apenas aos sentimentos, um amor sensual. É um amor que possuo quando o objeto ou ser amado me satisfaz, me dá prazer, produz em mim sensações agradáveis, e isso não apenas em relação ao sexo, mas como se trata de sentidos, também pode ser com um chocolate. Aqui, eu deixo de amar porque o objeto amado parou de me dar prazer.

FILEO é um amor arraigado em sentimentos mais profundos de afeição. Há um liame maior entre mim e o ser amado. Aqui há uma relação maior do que simples prazer pessoal. Há sentimento mais profundo, sendo este amor expresso na relação entre irmãos, amigos, pais.

E, por fim, AGAPE envolve um grau de vinculação maior. Ele expressa que todo o meu ser se volta em direção ao objeto amado. Acima de tudo o que possa ocorrer, minha vontade em amar é maior. Aconteça o que acontecer, ainda que seja rejeitado ou humilhado, eu empenhei minha palavra em amar, e todo meu ser se envolveu nisso, e, nada nem ninguém, nem mesmo você, me impedirá de te amar.

Como dito: não há um amor melhor do que o outro, e, por exemplo, em um casamento, é essencial que existam os três.

Mas, qual a razão dessa diferenciação?

* Lembram quando Deus afirmou de Si mesmo que Ele era amor? Qual palavra Ele utilizou para fazer essa afirmação? AGAPE
* E você sabia que Deus amou o mundo com AGAPE?
* E você sabia que o Novo Mandamento de Jesus Cristo é para que amemos como Ele nos amou em AGAPE?
* E o que isso significa? Exatamente o que Paulo diz em Romanos: Nada pode nos separar do AGAPE de Deus! (Rm 8: 35, 39)

(Mas o AGAPE de Deus vem ao nosso encontro.)


Porém, o que importa relatar hoje não é o amor que Deus tem por nós, mas qual o nosso amor por Ele.
Será um amor EROS que se satisfaz apenas no que Deus nos dá?
Será um amor FILEO que se envolve com Deus, mas ainda quer se preservar?
O que Deus nos diz sobre nossa realidade em sua palavra?


* O texto que mais nos auxilia também está em João 3. Enquanto Deus AGAPE o mundo, nós Homens, AGAPE as trevas. Enquanto Deus se entregou totalmente a nós, nós nos entregamos totalmente às trevas.
* Mas Deus não precisa que O alertemos sobre quem somos. Ele nos conhece bem.
Miserável que sou.
Coração enganoso.


(Isso esclarece o texto, esclarece o amor de Deus por nós. * Só o amamos porque Ele nos amou primeiro. I Jo 4: 19)


Nós nem sequer conhecemos o amor com que amamos a Deus.


Vamos ao caso de Pedro:
* Quando Jesus disse que iria morrer e ser abandonado por todos Pedro falou: "Eu não o abandonarei. Eu morrerei contigo Jesus."
Jesus, porém, o advertiu sobre sua tríplice negação, ao que Pedro, novamente, contradisse Jesus.
Conhecemos a história e sabemos que Jesus estava correto.
O AGAPE expresso por Pedro em palavras não se concretizou.


* Porém, Jesus o amava. E o AGAPE de Jesus por Pedro e por nós foi até o fim. E em um momento de intimidade e revelação tão intenso, Jesus, após a ressurreição, se dirige a Pedro e pergunta:
"Pedro, tu me amas?" A palavra, aqui, é AGAPE.
E Pedro responde: "Te amo." Mas usa FILEO.
E Jesus pergunta a segunda vez: "Pedro, você AGAPE a mim?"
E Pedro diz: "Eu te FILEO."
E, por fim, Jesus pergunta: "Pedro, você FILEO a mim?"
E, então, a Bíblia diz que Pedro ficou muito triste porque Jesus havia perguntado pela terceira vez se ele O amava.


(Amou-os até o fim. Jo 13: 1 - AGAPE)


Mas a tradução aqui não nos ajuda.
Pedro não ficou triste porque Jesus perguntou três vezes a mesma coisa. Não é a quantidade de perguntas que entristeceu Pedro. Mas o fato de Jesus ter usado FILEO.
Aquilo foi como quando o galo cantando, mas, agora, para salvação.
Pedro cai em si e descobre que seu amor por Aquele que dera a vida por ele não era mais do que um amor singelo, que não lhe envolvia a vida por Aquele que o amava de tal maneira.
Mas Jesus não se importava com isso. Ele não queria ridicularizar Pedro, mas salvá-lo.
E, para isso, Ele queria mostrar a Pedro quem Pedro era.
Jesus pergunta AGAPE para revelar a Pedro o seu próprio coração.
Por fim, na terceira vez, usou FILEO para que Pedro entendesse onde Pedro se encontrava.
E Pedro ficou triste quando percebeu quem era. Que amava a Jesus Cristo somente FILEO.
E, então, disse: "Tu sabes tudo. E sabes que eu só te amo FILEO. Que eu não te amo como você me amou."
E posso ver os olhos de Pedro brilhando quando Jesus, mesmo após essa confissão de derrota que contrariava o Pedro que havia dito que não O abandonaria, quando Jesus diz a Pedro: "Apascenta minhas ovelhas."
É como se Pedro ouvisse: "Eu sei, Pedro, que seu amor não é perfeito, eu conheço suas falhas, mas eu ainda AGAPE você, e precisava que você se reconhecesse fraco para que eu pudesse curá-lo. Agora, vamos começar com o que você tem, e, depois, eu vou aperfeiçoando-te."

E Pedro foi curado!

(Amor nos constrange. II Cor 5: 14 - AGAPE)
(Novo Mandamento - Jo 13: 34, II Jo 1: 5 - AGAPE)
(Jovem Rico - Mt 19: 19 - AGAPE)

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Nessa agenda ainda há relatos de uma pregação em 22/01/2006 sobre o texto de Efésio 6: PERMANECER.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pregação - Domingo 22/04/2012

Data: 22/04/2012
IBM

Textos:
Tornou, pois, a haver divisão entre os judeus por causa destas palavras - João 10:19
Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. - João 10:31
E muitos ali creram nele. - João 10:42

E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. - João 11:4
E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele. - João 11:15
Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste. - João 11:42

Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele. Mas alguns deles foram ter com os fariseus, e disseram-lhes o que Jesus tinha feito. - João 11:45-46


Por que o mesmo ato que é capaz de fazer crer é, também, incapaz de fazer crer, e até mesmo, capaz de fazer descrer?

Tentando ensaiar com as crianças um teatro sobre a ressurreição de Lázaro, comecei a me perguntar até que ponto sou capaz de ouvir Deus? Até que ponto eu realmente escuto Deus ou me conservo apenas repetindo o que alguém disse sobre Deus?

Uma vez chamado a ser "sacerdócio real", dentro daquilo que se denomina de "Sacerdócio Universal do Cristão", não há como me desculpar. Efetivamente, sou responsável pela minha própria comunhão com Deus, eis que Deus fala e a mim, que desejo compreendê-Lo, compete discernir a voz Dele no meio dos barulhos desse tempo.

Não posso depender dos religiosos, pois mesmo nas suas melhores intenções eles são capazes de me desviar do caminho.

Deus é capaz de falar comigo diretamente, ainda que esse "direto" seja através de um amigo, estranho, criança, ateu ou incapaz. O que importa é que eu esteja caminhando com Deus para aprender a discernir Sua voz em qualquer momento (João 11: 51-52).

E nesse contexto é importante compreender a instituição da Igreja como Corpo de Cristo, onde todos são capazes de ouvir Deus e expressá-Lo de forma ampla e livre uns para os outros. Sem se preocupar se o que tem de ser aprendido é difícil, pois quem nos ensina a todos é o próprio Espírito Santo.

E tudo isso aprendido da boca dos pequeninos.

Que Deus continue falando por eles e me mantenha de ouvidos abertos.

sábado, 9 de julho de 2011

Pregação - Domingo 10/07/2011

Há algum tempo atrás, falando em outra pregação mencionei de supetão algo que, depois, me fez pensar por um bom tempo. Apesar de tal pensamento não me parecer equivocado, o que me deixou pensativo era o fato de nunca ter ouvido algo semelhante ao que havia dito. Porém, como nada há de novo sobre a face da terra, deparei-me com um livro infantil do Rubem Alves que já havia repercutido ideia semelhante.
A indicação do livro eu tirei de uma transcrição de uma pregação do Rubem Alves que copiei para meu blog, mas, depois, descobri que já tinha esse livro em minha biblioteca digital.
O título, "A menina e o pássaro encantado".

E isso me reportou diretamente à Ceia que celebramos neste dia.

O evangelista João relata uma conversa de Jesus com seus discípulos pouco antes de sua paixão (ou, se pensarmos bem, Jesus já estava sentindo a paixão...). Este relato encontra-se em João 14.
Até o verso 15 Jesus diz que iria embora (o que, os discípulos, definitivamente, não entenderam), mas no verso 16 ele nos apresenta o Consolador.

Essa palavra é utilizada apenas por João:

parakletos: e significa = intercessor, consolador, advogado, confortador.
Eis os textos onde a encontramos:
paraklhton: Jo 14:16, 1 Jo 2:1
paraklhtoV: Jo 14:26, 15:26, 16:7

Vou embora.
Deixo Consolador

Consolador: verbo
transitivo direto, bitransitivo e pronominal

1 aliviar, ou tentar aliviar, a dor, o sofrimento, a aflição (de outrem ou a própria), com palavras, recompensas, promessas etc.
Exs.: ela tem muito jeito para c. as pessoas
c. um amigo pela (ou da) perda de um ente querido
consolou-se da frustração comendo chocolate
transitivo direto, intransitivo e pronominal
2 Derivação: sentido figurado.
proporcionar ou sentir satisfação; satisfazer(-se)
Exs.: c. o estômago
um bom livro consola
c.-se com o sucesso do outro
pronominal
3 resignar-se, conformar-se
Ex.: c.-se das perdas nos negócios

Ceia
Memória de Mim
Voltarei
 
Consola do quê?
Saudade!
De quê?
Melhor seria, de quem?!
Do Pai!!!

domingo, 19 de junho de 2011

Pregação 19/06/2011 - Esboço

Textos:
Hb 10: 23 Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel.
I Jo 2: 25: E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
At 2: 38, 39: Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus chamar".

Tenho uma filha chamada Isabele. Esse nome deriva de Elisabete. Ambos têm origem hebraica e significam: Deus Promete.
Poderia melhorar a compreensão do significado de seu nome dizendo que Isabele é "promessa de Deus", mas ainda prefiro a afirmação: Deus Promete. E isso porque, na minha vida, eu prefiro ter a certeza de uma promessa de Deus do que ver o seu cumprimento.
Para mim, isso denota uma das características mais significativas de Deus para mim, a Sua Perfeita Fidelidade.
Ao contrário de nós, quando Deus fala Ele se coloca por completo nas frases que diz. Ele não arruma atalhos ou fica embaraçado com alguma dificuldade. Ele Promete. E apresentar Sua promeça é o mesmo que afirmar seu cumprimento.

Deus não se pega fazendo promeças tolas, como a nós é tão comum. "Papai, me dá um chocolate?!" "Claro, filho!" nós falamos, sabendo que a frase saiu automática e foi dita apenas para que a insistência da criança fosse acomodada. Lógico que ficar explicando tudo para uma criança também tem seus limites, mas a questão aqui, embora outros exemplos possam ser dados, é que não somos capazes de manter comodamente nossas promessas. Outro exemplo são aqueles votos que fazemos ao nos casarmos. Quem, em sã consciência seria capaz de repití-los, 10 anos depois, sem querer colocar algumas letrinhas miúdas abaixo da assinatura para indicar várias exceções ou condições.

Mas, antes que os exemplos estraguem mais a aplicação, vamos ao que interessa: com Deus é diferente! Deus Promete! Deus Cumpre!

Porém, em nossa mente, parece que só a promessa não é relevante. Pior, duvidamos da promessa enquanto ela não se cumpre. Isso, ao meu ver, não ocorre porque eu quero entender melhor a promessa, mas porque não sou capaz de confiar em Deus, de aderir, de me grudar, naquilo que Deus diz.

Vejam alguns exemplos:
Zacarias, quando o anjo lhe falhou que ele teria um filho, duvidou, e ficou mudo.
Maria, mãe de Jesus, quando o anjo lhe falou que ela teria um filho, duvidou, mas não ficou muda.
Qual a diferença? Algo que Deus apenas consegue enxergar: o quanto nosso coração é capaz de confiar em uma promessa. O quanto nosso coração é capaz de confiar Naquele que promete.
Entre as duas situações, provavelmente, eu ficaria mudo. Mas sabe o que é incrível nas duas: Deus Promete! Deus Cumpre!
Não dependia de Maria, não dependia de Zacarias. Dependia de Deus!!
Deus Promete!

Com Abrão ocorreu a mesma coisa.
Em Gênesis cap. 15 Deus aparece para Abrão e esclarece mais a promessa que Ele tinha feito em Gn 12. Agora Deus revela que haverá um filho do próprio Abrão, um descendente legítimo.
Talvez, em Gn 12, Abrão pensava que Ló pudesse ser aquele através do qual Deus o transformasse em "uma grande nação". Em Gn 15: 2, vemos que Abrão imagina que é em seu escravo Eliézer que Deus cumprirá sua promessa. Em Gn 15: 4, Abrão recebe a promessa de Deus de que ele geraria um filho.
Até aquele momento, suas promessas eram mais vinculadas à terra do que a um filho de sangue.
Isso já fez Abrão sair, mas, talvez, pudesse imaginar que seu nome seria grande e lembrado pelas conquistas da terra. Uma promessa que Abrão poderia "cumprir sozinho", como demonstrado quando Abrão resgatou Ló. Porém, a promessa de Deus era para além disso.
Quando chega a promessa de um filho, a promessa absurda, a promessa possível apenas para Deus, aí, então, compete a nós, ao nosso coração, uma decisão: aderir ou rejeitar a promessa.
Gn 15: 6 apresenta a decisão de Abrão: ele adere. Ele crê. Ele tem fé. E essa fé, essa adesão, é aquilo que conta em nossa justificação por Deus. Deus o justifica porque Abrão adere a uma promessa vinda de Deus. Absurda, se tomada na lógica humana. Mas se é Deus quem promete, Deus cumpre!

O absurdo é tão grande (um filho para um casal de idosos) que Sarai imagina que a descendência seria apenas de Abrão, e, por isso, oferece sua serva para gerar essa descendência, o que Abrão entende ser razoável. Mas Deus não promete pela metade. E se revela a Sarai, e reafirma a promessa de um filho do casal. Sarai, ri. E desse riso sai o nome do herdeiro Isaac.


E eu tenho minha filha para que eu nunca esqueça que Deus Promete!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pregação 15/05/2011 - Esboço

Parece que precisamos de um auxílio visual para tornarmos a nossa percepção da realidade mais concreta. Talvez, por isso, é que, normalmente, tendemos a coisificar o que compreendemos da vida. Talvez, por isso, é que criamos ícones. Isso parece ajucar a nos manter na realidade.

Um parênteses: Deus proíbe a sua representação por ícone de qualquer forma que seja. E eu acho que isso ocorre porque o ícone nunca é exatamente aquilo que se pretende representar. O ícone sempre carrega um pouco de nós, dos nossos medos, incertezas, inseguranças. E Deus não quer, nem pode, ser compreendido preso a nós, porque se assim for, Ele fica reduzido a mim mesmo, às minhas próprias incompetências, e deixa de ser Deus capaz de me auxiliar.
Não que não possamos conhecer a Deus, mas, antes, é necessário conhecê-Lo por aquilo que Ele diz, e não por aquilo que eu acho que Ele diz.
Festas, ritos, etc. podem nos auxiliar a conhecer Deus, mas Ele é mais do que os símbolos que utilizamos.
Deus é LUZ, ESPÍRITO, AMOR.

E aqui pulamos para um outro degrau.

Ele sabe que fazemos isso e Ele sabe que precisamos reconhecer isso para que possamos mudar.
Talvez, por isso, Moisés derreteu o bezerro e fez o povo beber a água com o pó do bezerro (Ex. 32:20): para mostrar ao povo que o bezerro estava dentro de cada um. E aquilo, embora fosse o que eles pensavam sobre Deus, aquilo NÃO ERA DEUS!

Acho que também nós, somos assim instruídos por Deus.

Ele nos coloca diante de nós mesmos e descobrimos que o que somos e vínhamos pensando sobre a vida, sobre nós, sobre os outros, sobre Deus, não passava de ícones, de imagens que minha incompetência criava, de uma representação minha sobre Deus, ou, finalmente, de um desejo íntimo de ser como Deus, de impor a Deus, ou mesmo, de colocar em Deus, o meu caráter, aquilo que sou.

Mas Deus nos ama e põe um espelho em nossa frente. Ele nos leva diante de um precipício e nos mostra todos os reinos e mundos que nõs mesmos criamos e pergunta: Com quem (ou o quê) você quer ficar? Comigo, ou com aquilo que você tem criado e acreditado ser Eu, mas que, na realidade, é você mesmo?

Deus nos coloca diante das nossas certezas, medos, seguranças, caráter, e nos pergunta: Você está disposto a deixar tudo e me conhecer um pouco mais?

Como eu sou arrogante! Orgulhoso! Achando que é aquilo que penso que é a melhor coisa do mundo. Que os outros estão todos errados. Que só eu estou certo.

Em Romanos 14 Paulo nos orienta a cuidar dos irmãos, em especial dos mais fracos na fé. E, dentre as várias perguntas que faz, se sobressai uma: Quem é você?
Ou melhor, "quem você pensa que é?". Essa pergunta é que revela nossa arrogância juntamente com uma outra que não consta no texto bíblico mas com ele faz eco: "Você sabe com quem está falando?"

É hora de eu aprender a viver e morrer para Deus, como Paulo ensina no verso 7.

Que Deus me abençoe a deixar minhas arrogantes certezas e cuidar dos irmãos, sem perguntar "quem é você?", nem "você sabe com quem está falando". Apenas aprender a amar e confiar em Deus.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Domingo - 14/12/08

A Viagem Missionária para Jundiaí do Sul/PR ocorreu nesse fim de semana.

37 pessoas participaram e a chegada ocorreu quase no final do culto. Por isso, o louvor desse domingo ficou sob o encargo da Adriana/Rony/Jurandir/Eu/Igreja, não necessariamente nessa ordem. :-)

A pregação ficou ao meu encargo. Dia 13/12/08 estava em Maringá para o aniversário das crianças. Foi muito legal, mas voltei de ônibus para não deixar o culto de domingo na mão de ninguém. Valeu a pena, graças a Deus!

Tentei gravar a pregação, mas acabou a pilha do pen-drive e a gravação não vingou! Pena! Tenho de comprar um gravador urgente! (e que funcione sem pilhas :-)

Ainda no tema de mordomia, fiz uma retrospectiva das últimas pregações:

1) Fé + Obediência = Mordomia -> Todos os que nasceram de novo tem a fé suficiente para obedecer a Deus e cumprir Sua Palavra. Não é a falta de fé o nosso problema, mas a falta de obediência. Obedecendo, seremos servos fiéis e poderemos nos considerar bons mordomos. A Obediência é a conseqüência da confiança no sustento dado pelo Senhor da Casa.

2) Deus nos preparou boas obras para que andássemos nelas -> não são as obras que salvam. Somente Jesus Cristo é capaz de nos salvar. Mas, uma vez salvos, Deus quer nos conduzir para um objetivo comum: sermos semelhantes a Jesus Cristo. Deus fará isso com todos nós. Nesse percurso há, inevitavelmente, a realização de boas obras, semelhante às que Jesus fazia, consubstanciadas no novo mandamento: amar uns aos outros como Jesus nos amou.

3) Mordomia implica em "cultivar e guardar" tudo o que Deus nos colocou nas mãos -> o domínio dado aos Homens sobre todas as coisas não é um domínio ditatorial, mas um domínio de Mordomia, de funcionalidade, pois prestaremos contas desse domínio outorgado a nós. É um domínio de vigilância e cuidado sobre tudo o que foi posto sob nossa responsabilidade. É um Administrar Responsavelmente o que não nos pertence, mas pertence ao Senhor de tudo. Seja o cuidado com os animais, as plantas, o ecossistema todo, seja o cuidado com a nossa vida e, inclusive, com a vida do outro, a quem eu devo amar. Devo cuidar de tudo para devolver tudo ao Senhor de tudo.

4) Expecificamente em relação ao 'dízimo' -> o texto de I Tm 6: 3-11 alerta para não desprezarmos as palavras de Jesus Cristo e a doutrina que é segundo a piedade. Aqui, a importância toda é voltada à piedade. E piedade significa compaixão, mesclar-se à dor do outro. É a retomada da idéia de Malaquias 3 que indica que o roubo a Deus causa a 'falta de alimento na casa de Deus' o que indica uma administração irresponsável do que Deus nos deu a gerir como mordomos Seus. Se tudo é Dele, inclusive minha vida e tudo o que tenho, então, todo o meu dinheiro é Dele também. Assim, o que Deus requer de mim não é apenas 10%, mas a totalidade de tudo o que sou e tenho. É 100%! Conhecedor da nossa incapacidade de total entrega a Ele, Deus começa com aquilo que somos capazes de dar e nos conduz a um caminhar em que podemos aprender a depender Dele cada vez mais, e, assim, entregarmo-nos a Ele cada vez mais, até que seja Tudo para Ele! O 'dízimo', antes de ser uma paga ou contraprestação pelo que Deus nos deu, é uma forma de compreendermos nossa incompetência de depender Dele para tudo, de confiar que Ele me sustenta, de desfrutar do cuidado completo que Ele tem por mim, apesar de mim. Exemplos disso: a) Cristo começou com o amor fileo que Pedro podia oferecer, mesmo quando requeria de Pedro um amor ágape. b) Na parábola dos talentos, os servos não ficam com nada, e devolvem Tudo para o Senhor, pois têm consciência de que tudo é do Senhor e a eles bastam estar vivendo sob o senhorio do seu Senhor. c) "Até que Cristo seja Tudo em Todos."; d) "posso todas as coisas naquele que me fortalece"; todas as expressões de dependência indicam que essa dependência não se limita a uma porcentagem, mas à integralidade de nossa vida. Assim, o 'dízimo' é algo que tenho de definir diante de Deus e confiar em sua graça e misericórdia para que, ainda que não seja capaz de dar nem 1% do que tenho, eu possa obedecer e agir como mordomo (escravo) que sou para aprender a depender do meu Senhor (Fé + Obediência = Mordomia). Deus vai trabalhar em nossas vidas para que essa entrega e essa dependência sejam totais.

Após essa breve retrospectiva, foi lido o texto de Lucas 15 - O filho perdido.

Enfocado na idéia de mordomia, o texto nos ensina como o Pai trabalha com dois filhos que não aprenderam a ser mordomos.

O mais novo, despreza todos os bens do pai e gasta tudo que lhe foi confiado de maneira irresponsável. Assim somos nós quando não administramos responsavelmente aquilo no qual Deus nos institui como mordomos. Seja a nossa vida, seja a natureza, seja o meu próximo. Gastamos tudo sem compreender que o que nos foi dado não é apenas para nós, mas para sevir a todos que estão a minha volta, para gerir os bens que são do Senhor (não meus), e fazer a casa do Senhor continuar sendo suprida.

O mais velho, preserva os bens do pai, não gasta nada, mas também, não participa da realidade do relacionamento com o pai nem age responsavelmente com o mundo que lhe cerca. Assim somos nós quando guardamos tudo para apenas gastarmos conosco mesmo e com 'aquilo que gostamos'. O objetivo do filho mais velho era ganhar um cabrito para comer com os amigos, mesmo tendo a felicidade de desfrutar todos os dias da mesa do pai. A idéia parecia ser poupar para poder gastar mais comigo mesmo. O administrador responsável não se permite poupar quando há necessidade para ser suprida, quando há vidas para serem sustentadas, quando há festa para celebrar reencontros. Pois não há necessidade de poupança quando o Senhor está presente, quando há dependência Daquele que cuida das nossas necessidades.

Os dois filhos estavam perdidos e o texto mostra que o pai vai ao encontro de ambos. Dessa forma, ainda que sejamos perdulários como mordomos, desfazendo tudo o que o pai nos deu para guardar; ou, ainda que sejamos mesquinhos, conservando para nosso proveito as coisas que o pai nos deu para repartir, Deus, ainda assim, vai ao nosso encontro em nossa perdição e nos resgata para abrir nossos olhos e nos conduzir a entrar novamente em casa para recomeçarmos.

Essa é a palavra final nesses estudos sobre mordomia: tudo é um aprendizado, e Deus vai nos ensinar durante todo o percurso de nossa vida. Se não aprendemos a cuidar zelosamente do que Ele colocou sob nossa responsabilidade, e, se não aprendemos a depender Dele em tudo, Deus, como Pai, vai ao nosso encontro em nossa perdição e nos conduz de volta à casa para continuarmos a aprender Dele e com Ele.

Então, ainda há esperança e Hoje é o tempo de Deus para todo o recomeço.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Domingo - 07/12/08

Não lembro quem ministrou o louvor.

Continuei o estudo sobre Mordomia.

Eis o material que escrevi para o culto:

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Infelizmente, talvez eu seja categórico em algumas afirmações que não vou poder esclarecer bem hoje, mas se houver dúvidas, perguntem-me depois, durante a semana, ou nas próximas Escolas Bíblicas e poderemos abrir a Bíblia para aprender e estudar juntos.
Primeiramente, vale esclarecer que falo hoje com foco em pessoas que desejam seguir a Deus e se entregarem mais a Ele, e não para quem ainda nem conhece a Deus.

Lembrando alguns temas das últimas pregações:
Mordomia = Fé + Obediência;
Obediência é cumprir o que Deus preparou para nós, inclusive, as boas obras;
Deus é Senhor de Tudo!

Reiniciemos hoje em I Tm 6: 3-11.
Semana passada, tratando do fato de que Deus é Senhor de Tudo nós lemos esse texto e, depois, não voltamos nele porque queria traçar um pano de fundo para trabalha-lo hoje.
No nosso pano de fundo já sabemos que Fé + Obediência = Mordomia; e Em Obediência podemos incluir as boas obras que Deus preparou para andarmos nelas.
E, na mordomia, devemos compreender que nós somos Mordomos e Deus é Senhor de Tudo!

No texto de I Tm 6: 3-11, Paulo orienta Timóteo a ter cuidado com aqueles que ensinam falsas doutrinas e se afastam da sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e do ensino que é segundo a piedade.

Como já comentamos na Escola Dominical, vou esclarecer o contexto do tão conhecido versículo 10.
Nele, Paulo é contrário aos que amam ao dinheiro. E orienta Timóteo a perseverar na Piedade.
Assim, só uma coisa pode nos fazer deixar de amar o dinheiro, e essa coisa é amar a Jesus Cristo e viver na sua doutrina e na piedade, que é o que Paulo inicia falando no verso 3 e termina no verso 11.

No domingo passado eu quis traçar o paralelo de que Deus, sendo Senhor de tudo, inclusive de nós mesmos, pois Ele pagou um preço por nós, a mordomia na qual Ele nos incumbiu passa pelo cuidado de toda a terra, de todas as coisas, e, também, do próximo.

E, aqui, no cuidado do próximo, a piedade se evidencia mais. E a mordomia se evidencia mais.

O texto de I Tm 6: 3-11 não diz que o mais importante é não amar ao dinheiro, não é esse o foco. O Cristianismo não é negativo (algo como “não faça isso”. Quem vive assim são os legalistas). O Cristianismo é sempre afirmativo e o texto de I Tm 6 diz que o mais importante é permanecer na sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e no ensino que é segundo a piedade. É isso que importa. Não é deixar um vazio negativista, mas apontar um caminho e positivar-se na marcha pelo e durante o caminhar.

E agora, falando de mordomia financeira, quero tratar de um ponto crucial. E lembre-se, tudo o que foi dito até agora é importante e engloba o que vou continuar falando.

E a pergunta principal que gostaria de fazer hoje é respondida no Salmo 1.
Como a resposta já é conhecida, faço a pergunta: De onde você tira o seu sustento? Qual é a fonte de seu sustento? (Ecl. 5: 13, 19)

Quando se fala de mordomia sobre o dinheiro que temos a grande questão é sempre essa: De onde você tira seu sustento?
É do seu trabalho? Da sua inteligência? Força? Esperteza? Competência? Capacidade?

O Salmo 1 diz com o que é semelhante aquele que tira seu sustento de Deus.
E não se limite a uma visão legalista ou formalista quando o salmista fala da Lei do Senhor. A Lei do Senhor é uma forma do salmista se referir à própria pessoa de Deus, e não apenas a uma obediência à Lei escrita.
(Sl 15)

Assim, quando entro na questão da mordomia sobre meus bens devo lembrar que Deus é dono de tudo e eu preciso depender inteiramente e totalmente Dele para poder viver adequadamente.
Ecl 5: 19 diz que as riquezas é algo concedido por Deus como um dom!
E todo dom tem uma função comunitária na Igreja.
E se você tem recebido esse dom de Deus em ter dinheiro, saiba que esse dom tem também uma função comunitária. Pois você é mordomo, e não Senhor.

Só Deus é Senhor de tudo, e se Ele tem dado a você, servo, dinheiro e bens para cuidar do que é Dele, você tem a responsabilidade de administrar bem essa graça de Deus como mordomo fiel em toda a casa de Deus.

Se você não tem confiança em Deus para te sustentar, e acha que seu sustento vem de você mesmo, você não será um mordomo responsável.

Você acha que Deus precisa de seu dinheiro? Você acha que a Igreja de Deus precisa de seu dinheiro? Nem Deus, nem a Igreja Dele precisam de seu dinheiro! Então, fique livre e não se sinta pressionado a nada.

Você acha que o dízimo é um carnê que você “paga”? E porque “pagou”, Deus não pode mais executar você? “Misericórdia quero e não sacrifícios!” Lembremos disso sempre: Igreja não é “Casas Bahia” para você pagar nada! Essa expressão: “pagar dízimo”, para mim, é abominável e somente expressa a nossa ignorância e total independência maligna de Deus. Deus vai te abençoar se você obedecer, e não se você der dízimo.

Para mim, o dízimo é um sinal gigantesco da nossa incompetência em depender totalmente de Deus.
Deus pede apenas uma coisa de nós, e não é nosso dinheiro.
Ele pede o nosso coração. (Pv 23: 26; Gl 4: 6)

Ele pede nosso coração porque onde está nosso coração ali está nosso tesouro. E Ele quer que Ele seja o nosso tesouro.

Ele quer que aprendamos a depender Dele, a tirar nosso sustento Dele, e não de nossas forças.

Malaquias 3: 8-12 deve ser lido com esse olhar.
Sinceramente, você acha que Deus está pedindo dinheiro para Ele, para os pastores ou líderes da igreja nesse texto?
Deus está nos lembrando que Ele é o Senhor de tudo e todos e que nós somos apenas mordomos responsáveis em administrar o que é Dele.
Olhe para o que Deus quer fazer com o dinheiro de dízimos e ofertas que estão sendo “roubados”, indevidamente apropriados pelos mordomos a quem Deus concedeu que administrem Seus bens: “para que haja ALIMENTO NA MINHA CASA!”

Em outras palavras: não retenham o que Eu te dei apenas para você, mas aprenda a ser mordomo fiel, aprenda a dividir aquilo em que Eu lhe coloquei como responsável. É você quem tem de alimentar a todos para que todos saibam que Eu sou Senhor de tudo e de todos e que Eu cuido de tudo e de todos.
Como José no Egito, não parece?!
Porque quando nós agirmos como mordomos fiéis, todos serão fartos, e a terra toda será maravilhosa. É isso que o texto diz.
Agora, se meus mordomos forem irresponsáveis, Eu tratarei deles como convém, e eles serão expulsos da minha presença!

Se você não quiser mais dar o dízimo, fique tranqüilo, eu libero você desse seu peso. Deus não precisa de seu dinheiro, nem a Igreja de Deus precisa dele.

Mas se você quer aprender a depender de Deus ...
Saque quanto é que Deus quer do seu salário? Não é 10%, é 100%. Porque Deus não quer 10% da sua vida. Ele quer 100% da sua vida! Engraçado não é!? Deus quer 100% de mim, mas só 10% do meu dinheiro?
Os 10% é uma medida para ensinar-nos a depender Dele nesses 10% para podermos aprender a depender Dele 100%.

Esse é objetivo de Deus!
Que Cristo seja tudo em todos!
É para isso que Deus tem nos conduzido: para nos tornarmos mais e mais semelhantes a Jesus Cristo.
E Jesus dependeu totalmente de Deus.
Jesus tirou de Deus todo o seu sustento.
E Jesus teve de Deus tudo o que Ele mais queria. E sabe o que era?
Deus era o que Jesus mais queria! (Sl 37: 4; Fp 4:4)
Se o seu deleite é o Senhor, é Ele quem te satisfará!

Se você não se libertar do seu sustento próprio, nunca vai aprender a ter suas raízes em Jesus. Nunca!
E isso é um trabalhar de Deus em nós. É um processo.

Voltemos ao Salmo 1.
Dependendo de Deus seremos árvores que DÃO seu fruto.

O fruto nunca é para a árvore. O fruto é para a árvore DAR. Quando a árvore aprende a dar frutos é porque a árvore já está alimentada.
Que nós nos alimentemos de Deus e Dele tiremos nosso sustento. E possamos dar fruto para que haja alimento na casa de Deus, nossa terra seja maravilhosa, e que vivamos a sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e o ensino que é segundo a piedade.
(Mt 25: 15-30)

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Escola Dominical - 07/12/2008

Continuei o estudo da semana passada na Escola Dominical.

Trabalhei a questão da mordomia que foi apresentada no culto da noite, por isso, não descrevo muito aqui, remetendo para o próximo post.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Domingo - 30/11/08

No domingo, 30/11/08, o Jo ministrou o louvor e fui eu quem pregou.

Eis o texto que escrevi para a pregação. Depois eu conserto! :-)

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Pregação – 30/11/08

Normalmente, quem prega começa a apresentar sua argumentação e deixa a conclusão para o final. Mas como eu quero que a conclusão fique bem gravada em nossas mentes, vou apresentá-la agora. Assim, toda a pregação de hoje tem um objetivo, fazer com que compreendemos que DEUS É O SENHOR E DONO DE TODAS AS COISAS. Se você gravar isso, já entendeu toda a mensagem.

Hoje de manhã o tema da EBD foi “Como lidar com problemas financeiros”. Começamos uma discussão interessante e se você tem problemas financeiros vou fazer uma propaganda da aula do próximo domingo às 9h30min. Venha aprender e ensinar no domingo que vem.

O texto que serviu de base hoje foi o de I Tm 6:10, ou melhor, I Tm 6: 3-11, pois o verso 10 é uma conclusão parcial em uma argumentação maior. E “texto fora de contexto é pretexto”.

Depois, durante a conversa sobre quais as causas de problemas financeiros, duas palavras surgiram para esclarecer o estudo. A primeira pelo Seu Jurandir e a segunda veio do Carlinhos. As palavras foram Administração e Responsabilidade. Ou seja, para tentar evitar problemas com dinheiro é preciso administrar bem o que temos e agir com responsabilidade.

Esse estudo da manhã me levou a pensar no tema do estudo de hoje à noite e que já há três domingos está sendo abordado: MORDOMIA.

Quando comecei a falar sobre Mordomia, há três semanas atrás, montei uma equação: Fé + Obediência = Mordomia.
E as palavras de hoje pela manhã: Administração e Responsabilidade têm tudo a ver com Mordomia.

Desde Gênesis, nos dois relatos da criação, Deus orienta o homem e a mulher a agirem como mordomos, responsáveis pelo que receberam.
Em Gn 1: 26, Deus diz que o homem deveria dominar sobre o mundo criado.
Conjugando esse texto com o texto de Gn 2: 15, no qual lemos que Deus colocou o homem no jardim para cuidar dele e cultivá-lo (lembremos que o jardim plantado na região do Éden foi plantado por Deus, como diz Gn 2: 8), temos no quadro que o jardim plantado por Deus na região do Éden foi entregue ao homem para que este cuidasse do jardim para Deus, para que o Homem fosse o mordomo de Deus sobre a criação, e o “dominar” parece que jamais poderia indicar uma relação de posse, mas uma relação de autoridade outorgada. Ou seja: o Homem 'dominaria' porque Deus, que é Senhor de tudo, deu ao Homem, como mordomo, o dever de cuidar bem, de administrar tudo com responsabilidade. O Homem não domina porque é dono, mas porque é mordomo, e será cobrado do que não cuidar.

Essa compreensão de mordomia muda um pouco o foco da expressão “muito bom” do verso 31 do capítulo 1º de Gênesis.

Essa integralidade da unidade de toda a criação de Deus me faz entender que o “muito bom” se referir apenas à criação do homem e da mulher é algo pequeno, egoísta e antropocêntrico demais. É dar muita importância ao mordomo e esquecer do Criador.
Creio que o “muito bom” se refere à toda a criação, se refere à colocação de cada coisa em seu devido lugar, se refere a todo o trabalho de Deus desde o primeiro “fiat” à colocação da última peça no quebra-cabeça, à última pincelada, que foi criar o homem e dar-lhe uma função de mordomo sobre tudo.

É esse todo que é “muito bom”, não apenas o homem. O Homem fora do todo não é “muito bom”, nem o todo sem o homem.
E, pensando assim, a idéia de mordomia se amplia novamente.

A palavra mordomo vem do latim e significa “o criado, o servo maior”. Era esse servo encarregado pelo seu senhor para cuidar de tudo na casa.
E acho que esse significado já diz tudo a nosso respeito.

Deus é o Senhor de tudo, e nos pôs como encarregados sobre tudo o que Ele criou.

Pensando Mordomia dessa maneira integral minha relação com Deus, com os outros, com a natureza e comigo mesmo é posta em cheque. Eu sou posto contra a parede.


O primeiro fato é que Deus é o Criador de Tudo e Todos.
Tudo pertence a Ele! E tudo o que eu fizer com o que Ele colocou na minha mão para cuidar eu vou prestar contas.

Vamos a alguns exemplos:

A) Por que eu não posso poluir a natureza? Porque ela é de Deus, não minha. Eu sou apenas mordomo e vou ter de prestar contar a Deus por aquilo que eu estragar na Sua Criação;
B) Por que eu não posso maltratar os animais? Porque não são meus! (Pv 12: 10);
C) Por que eu não devo desperdiçar comida? Porque ela não é minha. O que tem isso a ver com Mordomia? Tudo. Se eu desperdiço comida esqueço que a comida não veio do céu por milagre, mas alguém plantou, e alguém trouxe-a até mim, e, pior, alguém está sem ela. E eu, de maneira displicente, jogo fora o que Deus me colocou nas mãos para cuidar. Você sabia que se houvesse cuidado e os alimentos que se estragam nos CEASAS e Mercados fossem doados e não se deixassem estragar não haveria mais fome nesse país?
D) Por que eu não devo ser consumista? Porque eu sou mordomo. Se eu uso e abuso, não atuo em preservação daquilo que é do meu Senhor, mas visando a minha própria satisfação. Aqui, deixo uma pulga atrás das orelhas daqueles que, como eu, gostam de uma churrascaria, e, também, das mulheres e homens que não podem ver uma promoção para comprar um produto que nunca vai ser usado.

Parece exagero, não é?!? Mas para um mordomo que deve administrar tudo com responsabilidade para o seu Senhor, não creio que seja. Sabe o texto que afirma isso tudo? “Todas as coisas me são lícitas, mas não me deixarei dominar por nenhuma delas”. (I Cor 6: 12)
E sabe como eu sei que fui dominado pela comida em uma churrascaria ou restaurante? Quando eu volto para casa e pergunto: “Onde está o sal de fruta?”

Sabe como eu sei que fui dominado pelo consumismo em um shopping ou supermercado? Quando volto para casa e penso: “Como é que eu vou conseguir pagar isso?”, ou “Quando será que vou usar isso?”

E) Por que eu devo cuidar do meu semelhante? Porque ser mordomo inclui cuidar de toda a criação de Deus, inclusive o semelhante, o nosso próximo.

Mordomia não é só cuidar de dinheiro é cuidar de tudo, porque todas as coisas pertencem a Deus, seja a natureza, nossos bens, cada um de nós, nossa vida.

E de tudo daremos conta ao Senhor como mordomos que estão sendo instruídos na administração com responsabilidade.
Nessa questão de mordomia, esquecemos facilmente de dois textos. O primeiro está em Dt 10: 14, que nos assevera que TUDO pertence a Deus. O segundo é mais difícil ainda de lembrar, pois, mesmo que decoremos o primeiro, esse outro texto nos afronta muito, pois, I Cor 7: 22 me lembra de que não apenas TUDO pertence a Deus, como também EU pertenço a Deus.

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Domingo - 09/11/2008

Louvor a cargo do Jovane.

Fui eu quem ministrou nesse domingo, e o texto que utilizei foi um que o Paulo havia utilizado na EBD: Ex 3: 12.
Meu objetivo foi tratar da razão entre Fé e Obediência.
Utilizei a expressão: Fé + Obediência = MORDOMIA
O que escrevi, e preguei, foi algo semelhante ao texto abaixo:
"Domingo passado nós oramos por vários motivos. E, nessa semana, algumas orações já foram respondidas. Mas outras não! Por quê?
Porque esses pedidos eram mais fáceis? Claro que não!
Alguns dizem que isso acontece porque uns têm mais fé do que outros.
Jesus nos adverte que nós erramos porque não conhecemos as Escrituras nem o poder de Deus.
Não devemos ser ignorantes!
E quero, hoje, esclarecer alguns pensamentos errados sobre fé que normalmente colocam na nossa cabeça.
Sobre fé precisamos entendeer que:
1) Fé é dom de Deus.
- Se é dom, Deus dá para quem, quando e quanto Ele quiser.
Então alguém me diz: "É por isso, então, que nada dá certo. Deus não me deu fé!"
Você está ERRADO!!
Porque:
2) Sem fé é impossível agradar a Deus, e até mesmo, é impossível se aproximar de Deus.
Ora, se você está aqui me ouvindo, se você veio a esse lugar para buscar a Deus e ser achado por Ele, então eu posso afirmar que Deus já te deu fé, porque se não fosse essa fé, você nem poderia se aproximar Dele.
- Agora, alguém diria: "Se eu tenho fé, mas nada acontece, então minha fé é pequena!"
Se é assim: Qual o tamanho de sua fé?
Bola de futebol, de bilhar, de gude, Feijão, arroz?
Vou te contar um segredo:
3) Não importa o tamanho da sua fé!
O que importa é o tamanho de seu Deus. E ELE é IMENSO!
Se sua fé for do tamanho de um grão de mostarda já é suficiente. E isso porque foi Deus quem te deu, e Ele não nos dá nada inutil!
Agora, voltemos ao nosso texto inicial: Ex 3: 12
O que importa não é sua fé!
É sua obediência!!!
É na obediência que conseguimos ver os céus abertos.
No final das contas, nem importa se eu recebo ou não o que eu pedi, pois é na obediência que eu me aproximo de Deus.
2 exemplos envolvendo a mesma pessoa: Cris!
1) quando recebemos a graça de hospedar a Cris, agimos em obediência a Deus, servimos em obediência a Deus, ficamos em dúvida por várias vezes se estávamos fazendo a coisa certa, mas continuamos obedecendo. No final, fomos abençoados pela sua permanência em nosso meio. Fomos impactados pela vida de Deus por meio dela. E Deus a chamou para Si.
2) quando ela estava no hospital, antes de seu falecimento, alguns irmãos foram até ela e obedeceram a Deus quando Ele disse que era para que todos consolassem a família, pois havia chegado o tempo da Cris. Ninguém queria dar uma notícia dessas, mas obedeceram.
Como no domingo anterior havíamos orado, inclusive para Cris ser curada e ser missionária, parecia que nossa fé não havia resolvido nada.
Mas é a obediência que leva nossa fé para o lugar certo.
Nossa fé sem obediência cegou nossos olhos e não viu o quanto a Cris foi missionária do amor de Deus para nossos corações enquanto estava por aqui.
Nossa fé sem obediência cegou nossos olhos e não viu que Deus queria a Cris mais perto de Si.
Nossa fé sem obediência queria, de maneira egoísta, ficar com a Cris.
Mas, graças a Deus que Ele nos conduziu a obedecê-Lo.
Foi nessa obediência que a Paz de Deus inudou o coração de toda a família da Cris."

A pregação foi mais ou menos isso!
Utilizei uma apresentação sobre o tema e a postei no GoogleDocs. Ei-la!
OU

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Domingo - 03/08/2008

O Paulo ministrou o louvor dessa vez!
Eu fiquei no computador!
Fazia tempo que não aproveitava tanto assim o louvor!
Provavelmente, o fato do Mateus e da Gi ficarem em casa deve ter ajudado! (hehehe)
Mas, não foi só isso, não!

De manhã tivemos a ceia, e, para minha surpresa, tinha mais gente do que eu imaginava, pois, como teríamos ceia no culto da noite, pensei que ninguém compareceria.
Mas, o milagre do comparecimento foi tão grande que até o grupo 2 apareceram para tocar.
Foram 3 músicas, mas foi fantástico, pois raramente tínhamos música nessa reunião.
Foi muito bom!

No culta da noite ainda comemoramos os 65 anos de casado do Sr. Otávio e D. Natalícia, que foi festejado no dia 30/07/08. Isso sim é que é benção!
No final do culto oramos por eles e pela família e a IBM presenteou-os com o DVD-Player.

De noite, celebramos a ceia e fiz a pregação utilizando os mesmos pontos que foram utilizados para a primeira ceia pela manhã em 04/03/2007.
Abaixo, segue o texto da mensagem:

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A Ceia do Senhor

Textos Relacionados: Mateus 26; Marcos 14; Lucas 22; João 13; I Coríntios 11.

Desde 04/03/2007 a Ceia do Senhor na IBM era realizada no primeiro domingo do mês, pela manhã. A partir de hoje, 03/08/2008, ela passa a ser realizada no primeiro domingo do mês pela manhã e, também, no culto à noite.

Em 2007, a disposição para passar a Ceia para as manhãs de domingo ocorreu em virtude de, em um Café da Liderança, ter sido levantado o fato de que seria necessário que tivéssemos, como Igreja Local, algumas diretrizes que nos agregassem e que nos proporcionassem conhecimento do que esta parte do Corpo de Cristo crê.

Na época, na reunião seguinte do Colegiado Pastoral, foram estudados dois pontos que haviam sido questionados como relevantes durante o Café da Liderança por alguns irmãos, quais sejam: Batismo e Ceia.

Tendo observado algumas das tradições que nossa localidade possuía e as principais doutrinas existentes sobre a Ceia no meio Cristão, e, na visão que Deus nos tinha concedido até o momento, o Colegiado Pastoral entendeu que a Bíblia expressa algumas realidades sobre a Ceia do Senhor, as quais importa serem obedecidas por todos aqueles que foram salvos pelos méritos de Cristo de maneira graciosa.

Na primeira reunião da Ceia do Senhor pela manhã eu apresentei alguns pontos que entendiamos ser relevantes e que seria desejável que todos tivessem conhecimento para participar da Ceia de maneira mais consciente.

Durante esses 17 meses a reunião da Ceia pela manhã atingiu seus objetivos naqueles que dela participaram, porém, a IBM passa por um novo momento, e entendeu-se, pelo Colegiado, ser salutar à IBM retornar à realização da Ceia nos cultos de domingo à noite, sem contudo, deixar de se realizar a Ceia nas manhãs de domingo.

Dessa forma, achei interessante repisar os pontos abordados naquela ocasião, pois os momentos de transição vividos pela IBM, no caso da Ceia, são bem semelhantes em se tratando da relevância que o Colegiado tencionou dar à celebração da Ceia pela manhã, e, agora, novamente à noite.

Eis os pontos que são apresentados para conhecimento dos irmãos:

1) A Ceia é uma instituição do próprio Jesus Cristo;
1.1 - Foi Jesus que a instituiu antes de Sua Paixão;
1.2 - Foi instituída juntamente com os Discípulos;
1.3 - Jesus a deixou como uma ordem a ser seguida (o que pode ser compreendido tanto pelo fato de ser “em memória”, como pelo “todas as vezes”, e, igualmente, pela sua instituição por Paulo nas novas igrejas);

2) A Ceia é a instituição de algo NOVO, não uma simples adaptação de algo já existente;
2.1 - Jesus a instituiu na celebração da Páscoa Judaica, porém não é uma adaptação da Páscoa Judaica para o Cristianismo. A Bíblia ensina que o Velho Testamento apresenta ‘sombras’ das realidades nele compreendidas tendo-se a vida e obra da pessoa de Jesus Cristo como ‘chave’; (Cl 2: 16-17; Hb 8:5; Hb 10:1). Assim, a ‘sombra’ não pode superar a realidade. A Páscoa Judaica tem seu lugar na revelação divina, o qual pode se assemelhar ao da Ceia, porém, esta não veio substituir aquela, nem mesmo, complementá-la, simplesmente. A Ceia é algo novo que traz em si toda uma nova realidade, que, não obstante, nos leva a compreender melhor o que a Páscoa Judaica quer simbolizar.
2.2 - Dessa forma, entendemos que os elementos utilizados pelos judeus na Páscoa Judaica não são fundamentais na celebração da Ceia, ou seja, o pão e o vinho não têm de ser como eram na Páscoa Judaica. Pois são apenas símbolos para melhor compreendermos as realidades que Cristo quer nos ensinar. Como todo símbolo, são carregados de significado, e a utilização de pão e vinho de tal ou qual forma pode, sem qualquer prejuízo, servirem para que o memorial seja o mais vívido possível no momento da celebração e nas nossas vidas, mantendo-se sempre a fidelidade aos significados do pão e vinho que nos são apresentados por Cristo, e não a fidelidade aos símbolos.

3) A Ceia é para a Igreja de Cristo;
3.1 - Da mesma forma que Cristo partilhou da Ceia com seus discípulos mais chegados, cremos ser a Ceia uma instituição apenas para o Corpo de Cristo, Sua Igreja, para todos aqueles que ‘nasceram de novo’;
3.2 - A Ceia é para todos os que ‘nasceram de novo’, exclusivamente. Embora não entendamos que seja possível impedir alguém de participar da Ceia, não entendemos, igualmente, que qualquer um deva dela participar livremente. A Ceia é benefício e direito apenas, segundo nossa compreensão dos ensinamentos bíblicos, dos que ‘nasceram de novo’;
3.3 - O ‘nascer de novo’ compreende o entender-se como pecador e separado de Deus e buscar a aproximação do Pai através da obra salvadora da pessoa de Jesus Cristo, Filho de Deus e um com o Pai; salvação esta totalmente pela graça e recebida pela fé, que é dom de Deus. O ‘nascido de novo’, arrependendo-se de seus pecados e sendo por Deus resgatado e transportado para o Reino do Filho do Seu Amor, tem direito a alimentar-se do Pão Vivo que desceu do Céu por meio da Ceia;
3.4 - Para participar da Ceia basta ser ‘nascido de novo’, não havendo necessidade do batismo. Embora exortamos a todos os ‘nascidos de novo’ que nada os impede de serem batizados imediatamente. O Colegiado entende que o batismo não é condição essencial para participar da Ceia, porém, igualmente, o Colegiado entende que não há escusa para aquele que, ‘nascido de novo’, posterga inadvertidamente seu batismo, o qual é tanto ordenança deixada por Jesus quanto a Ceia, cumprindo a nós, seus servos, obedecer;
3.5 - O Colegiado, entende, ainda, que não pode impedir ninguém de participar da Ceia, mesmo que seja notória a “vida em pecado” do participante, porém, o alerta bíblico é de que esta pessoa ‘come e bebe para sua própria condenação’.

4) A decisão de participar da Ceia é individual.
4.1 - Uma vez que se convencionou nesta localidade que a Ceia ocorrerá uma vez por mês, o Colegiado exorta para que todos os irmãos se esforcem para participar da Ceia na IBM, seja no domingo pela manhã, seja no domingo à noite;
4.2 - O Colegiado crê que não há nada que possa ser usado como desculpa ou motivo relevante pelo ‘nascido de novo’ para não participar da Ceia;
4.3 - Nem mesmo o fato de ‘estar em pecado’ pode ser motivo para não participar da Ceia. Ao contrário, o ‘em memória de Mim’ da Ceia nos alerta exatamente para a obra consumada de Cristo na Cruz, o que nos deve conduzir ao IMEDIATO ARREPENDIMENTO e busca de RECONCILIAÇÃO COM DEUS E COM MEUS IRMÃOS;

5) A Ceia não tem poder de salvação (ela não salva ninguém);
5.1 - A Ceia não pode salvar ninguém, pois a Salvação é exclusivamente através da obra de Jesus Cristo;
5.2 - Os elementos da Ceia (pão e vinho) não possuem poder salvífico. Eles são símbolos que ganham conotação sagrada apenas durante o momento da Ceia em si, nem antes, nem depois. A reverência no momento é devida pelo período de análise da nossa vida diante de Deus e da confrontação do nosso pecado e arrependimento em contraste com a obra salvadora de Cristo na cruz que me substituiu na morte para que eu seja incluído em Sua ressurreição. Não entendemos serem os elementos sagrados em si mesmos.

6) O ritual da Ceia não é santificador (ele não santifica ninguém);
6.1 - Nossa santificação é obra do Espírito Santo (I Co 6:11), e cremos que Ele usa todos os meios para isso.
6.2 - Assim, a obediência à ordem de Cristo para participarmos da Ceia nos aproxima mais Dele, nos leva a permanecer mais Nele, e assim, pela obediência, e não pelo ritual, há santificação no participar da Ceia.

7) A Bíblia alerta sobre o ‘modo’ como devemos participar da Ceia:
7.1 - “Examine-se, pois, o homem a si mesmo”. Essa é a única ressalva para a participação da Ceia;
7.2 - Esse exame nos conduz à análise pessoal, diante de Deus, de como está minha vida com Deus e com meu IRMÃO.
7.3 - Esse exame serve para ‘discernirmos o corpo do SENHOR’. Logo, o exame, como já dito, não é para nos impedir de participar da Ceia, mas para nos conduzir ao ARREPENDIMENTO IMEDIATO, voltando à nossa comunhão contínua com Deus e os irmãos;
7.4 - Por essa característica primordial do ‘examinar-se’ é que o Colegiado entende que não há conveniência ou qualquer proveito (ao contrário) para aqueles que não ‘nasceram de novo’ participarem da Ceia;

8) A Ceia é um MEMORIAL;
8.1 - O Colegiado entende a Ceia como um Memorial.
8.2 - Como MEMORIAL, a Ceia serve para:
8.2.1 - Em MEMÓRIA de Cristo, relembrando Sua morte e vitória, por amor e para nos salvar;
8.2.2 - Em memória do fato de Cristo ter sido crucificado;
8.2.3 - Em memória do fato de Cristo estar vivo (ter sido ressuscitado);
8.2.4 - Em memória do fato que brevemente estaremos para sempre com Cristo, alegremente;
8.2.5 - Em memória do fato que Cristo voltará para nos levar consigo (quer pela morte, quer no iminente arrebatamento dos crentes);
8.2.6 - Em memória do fato que Cristo nos proveu e provê de tudo de que necessitamos e necessitaremos;
8.2.7 - Em memória do fato de que Cristo estará continuamente conosco até a consumação dos séculos;
8.2.8 - Em memória do fato que Cristo nos deixou exemplo de humildade e de serviço ao próximo.

A Ceia não deve ser tratada como um apêndice do culto! Nem pode ser ‘apenas mais uma atividade’ na Liturgia!

A Ceia não é algo ‘desnecessário’ na vida daqueles que ‘nasceram de novo’!

Por obediência (nosso dever perante Nosso SENHOR), devemos participar da Ceia em conjunto com toda a Igreja (prioritariamente, no local onde nos reunimos como Igreja Local).

A Ceia na IBM não pretende ser ‘fechada para os membros’. Como ora reafirmamos, a Ceia é do SENHOR JESUS, não da IBM, e, logo, é um BENEFÍCIO e DIREITO de todo aquele que ‘nasceu de novo’, não importando a localidade em que congregar aquele que decidir dela participar, haja vista a responsabilização individual que a Palavra de Deus apresenta para o ‘tomar a Ceia’. Por essa responsabilização individual daquele que participa da Ceia, não se pretende negar a Ceia do Senhor a ninguém, tenha ele nascido de novo ou não, pois o alerta do ‘examinar-se a si mesmo’ sempre é apresentado.

A Ceia do Senhor é um momento de extrema graça da parte de Crito para conosco, além de ser uma completa apresentação do Evangelho.

Ela apresenta o Evangelho ao traduzir o sacrifício vicário de Cristo e a Sua ressurreição, bem como a promessa de que Ele voltará para ‘buscar a Sua Noiva’.

Apresenta, também, o fato de que houve morte propiciatória e o culpado não foi aquele que morreu, mas eu mesmo.

A graça é introduzida nessa pregação vívida por Deus, agora, em Cristo, aceitar o pecador; aceitar aquele que se examina e se encontra em pecado, mas arrependido, pode voltar-se para o Pai, uma vez que a cédula de dívida já foi resgatada por Aquele que morreu a minha morte.

A Ceia propicia a graciosa oportunidade, orientada pelo próprio Jesus Cristo, de permitir uma auto-análise mais acurada diante de Deus, cada um de per si, relembrando que o arrependimento e o voltar-se a Deus não só são imprescindíveis para participar da Ceia e para nossa saúde, como, também, são dádivas que demonstram a grandeza e suficiência do sacrifício de Cristo na cruz, sacrifício este capaz de vencer TODO o pecado, ainda mais quando rememoramos o texto de Romanos 8: 32.

Ainda, a Ceia permite que o ‘em memória de mim’ seja, também, como de fato o é, um relembrar de outro mandamento do Senhor Jesus, o que nos ordena amarmo-nos uns aos outros até o fim, exatamente como Ele nos amou, pois, indubitavelmente, temos maior comunhão do Corpo de Cristo no momento em que temos maior comunhão com Cristo, e vice-versa!

Eis alguns pontos para relembrarmos e para tornar o celebrar a Ceia mais consciente.

Exorto os irmãos que se permitam ser trabalhados por Deus nessa compreensão sobre a Ceia do Senhor para que a relevância da Ceia na vida cristã possa ser recuperada e possamos desfrutar do Pão Vivo que desceu do céu em um momento de maior comunhão entre os irmãos e com Aquele que nos salvou!

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Na segunda, dia 04/08/08 foi inaugurada a Biblioteca.

Teve pregação com o Jovane, poesia com a Rose, muitos livros e um texto do Sr. Zulmar para arrematar a história. Havia cerca de 30 pessoas no evento. Foi muito gratificante ver o que Deus fez através do Sr. Zulmar naquela biblioteca. Temos mais de 1.000 livros e, agora, o próximo passo é a informatização (com a ajuda da Maiara, claro!).

Esse início de semana foi mesmo surpreendente!

Glórias a Deus!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Domingo - 20/07/2008

Fernandão no louvor!

A caminhada bíblica dessa semana adentrou na 2ª carta de Paulo aos Coríntios. Lemos o capítulo 1 em 17/07/08 e no dia 20/07/08, domingo, deveriamos ler o capítulo 4.
Decidi, então, continuar a pregação do domingo com os textos da Caminhada.

Assim, dentro da idéia de Corpo de Cristo, utilizei o texto de 2 Cor 1: 3-7, tencionando retratar que, para viver em corpo, o consolar exige ter sido consolado com a consolação de Deus.
E suportar as tribulações é possível pois, ainda que possamos desejar a morte durante a tribulação (2 Cor 1: 8), as consolações de Deus continuam nos permitindo ser atribulados, perplexos, perseguidos e abatidos, mas jamais angustiados, desanimados, desamparados nem destruídos (2 Cor 4: 8-9). É o renovar a mente; é o permanecer Em Cristo; é o buscar as coisas lá do alto; é o ver o eterno e invisível, que permite que a anima não desanime.

Tal compreensão se deve a dois fatores: a) Reconhecer-se como vaso de barro que contém um tesouro, o Espírito de Deus, e que o tesouro é que é importante, não o vaso, pois este tem sua importância enquanto expressar o seu conteúdo (2 Cor 4: 7); b) Ter a visão do invisível e eterno, pois quando olhamos as situações segundo os padrões momentâneos, desejar a morte parece ser o único caminho (2 Cor 4: 15-18). Mas, nada como um dia depois do outro Em Cristo Jesus.

A felicidade deixa de ser um breve momento, uma simples ausência de dor ou problemas, quando percebemos que a consolação com que somos (e, de fato, somos) consolados faz com que o corpo permaneça unido e os que são consolados podem consolar. É um membro do corpo sustentando o outro quando há deficiência ou mau funcionamento temporários. E esse fortalecimento/consolação faz com que esse membro consolado possa consolar outros no momento oportuno.


Nos avisos foi comunicado que a celebração da Ceia do Senhor voltará a ocorrer no culto da noite do 1º domingo do mês, todavia, continuará sendo realizada a celebração da Ceia pelas manhãs. O intento é permitir que a maior parte dos membros da IBM participe da Ceia, o que não tem ocorrido nesses 18 meses em que a Ceia foi realizada pelas manhãs. A experiência foi muito boa, e espero, sinceramente, que com o passar dos meses, a Celebração da Ceia pela manhã seja fortalecida.
O Jovane sai de férias entre 23/07/08 e 03/08/08.
E o Gerson conseguiu alocação na Reviver no início da semana (14/07/08).

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Domingo - 06/07/2008

Nesse mês de Julho a IBM começou a leitura da primeira carta aos Coríntios. E, nesse domingo (06/07/08) fui eu que tive o privilégio de ministrar a Palavra.
Sinceramente, tenho preferido ouvir o Jovane falar nesses últimos domingos, pois acho que ele tem conseguido expressar melhor o vento que tem soprado sobre nós, mas, nesse domingo era o aniversário da mãe dele, e como não se faz 81 anos todo ano (:-), assumi o posto de pregador.

O intento era apresentar os textos de I Coríntios dos capítulos 1 a 6, principalmente, ressaltando que a divisão entre os irmãos por questões sem importância nos levam a fazer o papel de diabo (acusador, caluniador) - uma vez que não há divisão sem menosprezo do outro -, além de conduzir os divididos a serem coniventes com problemas maiores.
Assim, é preciso deixar o próximo existir para que eu também exista. A divisão entre irmãos não deve existir, pois, na idéia de Corpo de Cristo, nenhum membro do corpo é dispensável. No Corpo de Cristo até o apêndice é importante e deve ser preservado.


Como o período de louvor foi se conduzindo a uma busca por alívio Em Cristo, comecei a pregação utilizando o texto de Mt 11: 28-30, e terminei com 3 afirmações principais que resumiram a pregação:

a) Todos que estão cansados, vinde a Cristo;

b) Todos que virem, serão aliviados, mesmo que haja um jugo leve e um fardo suave;

c) Todos que virem e forem aliviados, permaneçam, e consolem outros com a consolação com que foram consolados.

Segundo a Jaque a mensagem foi clara! :-) Assim espero ! :-)

Pela manhã, ministrei a Ceia, também, e, embora tenha pensado em um texto complementar a mensagem da noite, acabei falando de outro assunto.

Infelizmente, parece que após um ano e meio de Ceias aos domingos de manhã (e às 18h30min), estou convencido de que o culto de ceia deve retornar ao domingo à noite. Sou contra, e acho que continuarei a realizar um culto de ceia aos domingos pela manhã, todavia, os membros da IBM não compreenderam a razão da separação das celebrações de domingo à noite e da ceia. A participação na ceia pela manhã era de aproximadamente 20 pessoas, e, desde que foi realizada pela manhã, alguns irmãos jamais participaram dela. E, também, é horrível o culto de ceia às 18h30min.

A solução, embora não me agrade, penso que seja, realmente, retornar o culto de ceia ao primeiro domingo do mês à noite. Mas espero continuar fazendo o culto pela manhã, também, na esperança de que seja possível um regresso posterior, quem sabe. Mas, no momento, penso que a melhor opção seja mesmo o retorno ao domingo à noite. Que Deus nos abençoe!!

Como dito, no culto de ceia, pela manhã, pensava em falar que o amor de Deus por nós é incondicional e não depende do que façamos, mas, a conversa prosseguiu por outro rumo, com algumas perguntas, e apresentei um caminhar que tem uma pedra inicial e outra final que são conhecidas e que importa que pisemos nela, tanto no início quanto no fim, para que saibamos que andamos no caminho correto:

1) o fato de que Deus exige de nós 100%, e que nós somos incapazes de dar 100% para Deus. - Essa é a pedra inicial na qual devemos começar pisando a caminhada;

2) o fato de que Deus nos ama e garante o nosso futuro por intermédio da Graça através da Cruz de Cristo. - Essa é a pedra final da caminhada.

O meio da caminhada é o lugar onde vivemos, que exige de nós o caminhar, porém, o caminhar compreendendo que Deus não nos julga conforme nós julgamos a nós e aos outros. Deus nos vê, agora, através de Cristo, e nos ama incondicionalmente e independentemente do que somos ou fazemos. Deus permanece fiel sempre, mesmo quando nós somos infiéis.

Nessa questão de ‘Estado do Pecado’, utilizei uma analogia que me pareceu interessante, e, por isso, alongo um pouco mais esse pensamento nesse blog. Faço isso de maneira preliminar, sem burilar melhor a analogia, a qual, por analogia que é, tem suas falhas e não se presta dogmática, apenas ilustrativa.

Vamos, então, começar nossa história:


Nós nascemos em pecado, e isso de maneira “essencial”. Nossa essência é de pecador.
A questão: como se dá isso se não fui eu quem pequei primeiro?

O problema é de nacionalidade! Nascemos em local que é dominado pelo pecado, e, querendo ou não, somos cidadãos da “Pecadolândia”, da mesma forma que quem nasce no Brasil é brasileiro. (Não existe direito a outra cidadania além das adiante apresentadas).
Quando nascemos de novo, o nosso novo nascimento se dá em outro reino, o “Reino do Filho do Seu Amor” (Col 1: 13).
A partir de então, possuímos dupla cidadania: somos Pecadores (nascidos na Pecadolândia), e também somos Justificados (nascidos no Reino de Deus).
Não há impedimento para a dupla cidadania, e, dessa forma, não podemos rejeitar a cidadania de Pecadores, pois a Constituição Federal da Pecadolândia proíbe a perda da cidadania de seus filhos.
Ainda, a nacionalidade de Justificados, pela Constituição do Reino de Deus, autoriza a concessão da cidadania de Justificados somente aos que possuem a cidadania de Pecadores, isso por entender que os Pecadores vivem sobre uma posição de escravidão e a liberdade dessa escravidão da Pecadolândia é um dos objetivos que o Filho do Soberano do Reino de Deus tinha ao ser enviado à Pecadolândia em seu processo de Paz.
Ao nascer de novo, e por agora, transitarmos entre dois reinos diferente, é necessário tirarmos dois passaportes: um para que possamos entrar e conviver no Reino de Deus (esse concedido por Deus, graciosamente), e o outro para que possamos sair da Pecadolândia.
Como a Pecadolândia não permite que os Pecadores transitem no Reino de Deus, apesar de que muitos tentam imitar as práticas que lá observam (pois os reinos estão ligados por uma fronteira sem qualquer divisão física complicada); bem como os Pecadores não desejam ingressar no Reino de Deus, o passaporte para sair da Pecadolândia não é muito requisitado por seus habitantes.
Mas, para todos que nasceram de novo e desejam sair da Pecadolândia, esse passaporte lhes é imposto, como lembrança de que eles são cidadãos da Pecadolândia e não perderam sua nacionalidade mesmo ganhando nova nacionalidade como Justificados.
Após a incursão de Paz à Pecadolândia procedida pelo Filho do Soberano, em uma rebelião dos Governantes da Pecadolândia ocorrida em virtude dos discursos de paz proferidos pelo Filho do Soberano, em ato de aberta rejeição à paz, os Pecadores mataram o Filho do Soberano.
Tal ato que poderia ter gerado uma guerra, ao contrário, selou de vez o destino da Pecadolândia, pois a partir de então, os portões do Reino de Deus foram todos escancarados e as pontes que separavam a Pecadolândia do Reino de Deus foram reconstruídas e novas foram projetadas.
Todas as entradas para o Reino de Deus foram batizadas com o nome do Filho do Soberano.
O processo de naturalização (santificação) no Reino de Deus foi iniciado de maneira maciça e inúmeros embaixadores foram enviados à Pecadolândia para abrirem embaixadas e proclamar a convocação à naturalização no Reino de Deus.
Tal processo não pôde ser impedido pelos governantes da Pecadolândia pois estes conheciam a força do exército do Reino de Deus, e, mesmo tentando em vários momentos, de maneira terrorista, atacar as embaixadas ou seus representantes, aturam-nos por temor de uma investida maior.
O que é hoje a Pecadolândia é uma concessão do Reino de Deus que permitiu a sua existência como país após a insurreição de alguns naturais do Reino de Deus.
Apesar da morte do Filho do Soberano, Deus o ressuscitou dos mortos, eis que morreu injustamente, e o entronizou novamente em Seu trono.
É fato conhecido em toda Pecadolândia, ainda, que o retorno do Filho do Soberano ocorrerá em breve, eis porque também temem impedir a incursão dos Embaixadores do Reino de Deus em seu território, já que isso poderia acelerar o retorno do Filho do Soberano, não lhes dando mais tempo para viver na Pecadolândia.
Fato, também conhecido, que após o retorno do Filho do Soberano ao território da Pecadolândia, a concessão para existência do país será revogada e tudo restituído e reintegrado ao Reino de Deus.
Todavia, enquanto isso não ocorre, a Pecadolândia tenta manter seus cidadãos alienados da existência do Reino de Deus, e, inclusive, utilizando-se de planos de governo do Reino de Deus, pois, a olhos dos Pecadores, a Pecadolândia e o Reino de Deus são incrivelmente semelhantes. Semelhança essa que jamais, nem minimamente, é percebida por aqueles que foram naturalizados no Reino de Deus.
Esse torpor que embriaga os habitantes da Pecadolândia conduze-os a um distanciamento do Reino de Deus, o que não interfere nos planos de paz do Soberano do Reino, pois as pontes continuam sendo construídas e mantidas limpas, e os embaixadores continuam trabalhando e apresentando a naturalização aos Pecadores.
Mesmo esses embaixadores possuem dupla cidadania, são Pecadores e Justificados.
Toda vez que desejam ingressar no Reino de Deus devem apresentar o seu passaporte, o qual, desde a morte do Filho do Soberano, ganhou um carimbo de sangue para sua autenticação.
As tentativas de falsificação do passaporte do Reino de Deus existem, mas após a existência da marca de sangue, impossível de falsificação, todos os documentos, por mais bem elaborados que sejam, terminam por ser identificados pelo Soberano, pois a este incumbe o carimbar cada um dos passaportes emitidos, e Ele mantém uma lista minuciosa dos documentos emitidos.
Dessa forma, ainda que haja falsos passaportes, o Reino de Deus não tenta impedir a sua existência, uma vez que o processo de naturalização ainda persiste. Porém, quando do retorno do Filho do Soberano e a extinção da Pecadolândia, o Soberano não mais emitirá passaportes e todos terão seus passaportes reavaliados pelo próprio Soberano, e aqueles que não possuírem o passaporte com carimbo de sangue autêntico serão definitivamente banidos do Reino de Deus.
Como a Pecadolândia não é capaz de impedir a atuação dos Embaixadores do Reino de Deus e sua fomentação à naturalização no Reino, seus governantes estipularam a emissão de passaportes de Pecadores para todos aqueles que quiserem abandonar a Pecadolândia, para com isso, manter seu processo de escravização e rememorar aos Pecadores que, mesmo estando em processo de naturalização, mesmo possuindo uma dupla cidadania, a antiga ainda persiste.
Ao ser naturalizado no Reino de Deus, como o processo de paz é um anseio do Soberano, todos os naturalizados são convocados para integrar esse processo e regressarem à Pecadolândia como Embaixadores do Reino.
Para tanto, é essencial que os Embaixadores possuam a dupla nacionalidade.
Como política de paz e para evidenciar a diferenciação existente entre os dois reinos, a Constituição do Reino de Deus preceitua a possibilidade de dupla cidadania.
Vale, novamente, rememorar que a criação da Pecadolândia ocorreu em um processo de rebelião que, à época, culminou com a total emigração voluntária dos antigos habitantes do Reino de Deus e a concessão de terras a estes emigrantes por parte do Soberano que permaneceu, apenas Si mesmo, em Seu Reino, para que estes pudessem constituir uma nova nação.
Enquanto essa nação, a Pecadolândia, se desenvolvia e destruía todos os acessos ao Reino de Deus, O Soberano iniciava seu Processo de Paz e a construção de pontes que pudessem permitir novamente que os integrantes da Pecadolândia retornassem ao Reino de Deus.
Nessa cisão, e com o surgimento da Pecadolândia, apenas o Soberano restou em Seu Reino, e, a partir de então, no processo de paz, havia a necessidade da existência de passaportes, pois, no rompimento com o Reino de Deus e a fundação da Pecadolândia, seus habitantes originais rapidamente trataram de formar seu país, consolidar sua Constituição e impingir a cidadania de Pecadores a todos os que haviam emigrados voluntariamente do Reino de Deus para fundar a Pecadolândia.
Nesse momento inicial, a cidadania de pertencentes ao Reino de Deus foi voluntariamente abandonada, tanto pelos Pecadores, como pelo Soberano, pois não se fazia necessária divisão de Reinos nem passaporte em um Reinado que era único.
Quando se observou o agir do Reino de Deus e de Seu Soberano e as incursões de paz que este Soberano formulava, inclusive, com o levante de alguns pecadores que começaram a ser naturalizados no Reino de Deus após o contato pessoal do Soberano com eles, os Governantes da Pecadolândia impuseram a necessidade de um passaporte de Pecadores àqueles que quisessem entrar (pelas até então poucas passagens existentes) no Reino de Deus.
Tal passaporte de Pecadores era a garantia da Pecadolândia de que os Pecadores retornariam à sua terra natal, pois, uma vez nascidos na Pecadolândia, o Reino de Deus, embora os aceitasse e concedesse a naturalização, não os poderia manter por muito tempo longe da Pecadolândia em razão do próprio armistício elaborado pelo Reino de Deus em Seu Processo de Paz.
Dois passaportes passaram a ser necessários apenas, claro, àqueles que incursionavam pelo Reino de Deus, pois, aos demais pecadores, os que continuavam sem desejar conhecer o Reino de Deus, seja por vontade própria, seja pelo Soberano não os haver convidado (aqui os relatos históricos divergem), a estes não era necessário sequer nenhum passaporte, uma vez que não lhes interessava abandonar o país ou viajar para outro lugar que não a Pecadolândia.
Ora, a saída da Pecadolândia não era admitida sem o passaporte de Pecador, e, por sua vez, a entrada no Reino de Deus não era admitida sem o passaporte de Justificado – em processo de naturalização (santificação). E dessa burocracia, os Pecadores escapavam permanecendo pecadores e não se aproximando do Reino de Deus.
Por terem deixado a Pecadolândia e terem sido naturalizados no Reino de Deus, mas ainda possuírem um passaporte de pecadores, os Pecadores-Justificados têm de retornar periodicamente à Pecadolândia para renovar seu visto, o que, como já afirmado, faz parte do processo de escravidão mental que a Pecadolândia deseja imputar aos seus habitantes que recebem a naturalização de Justificados.
Tal situação, apesar de não auxiliar os Justificados, ao contrário, deixa-os tremendamente decepcionados ao se perceberem voltando à Pecadolândia, é utilizada pelo Soberano em seu processo de paz, pois:
a) Seu Filho foi o primeiro habitante natural do Reino de Deus a solicitar um passaporte de Pecador para ingressar na Pecadolândia e ratificar a importância do processo de Paz iniciado pelo Soberano (Ele se fez pecado por nós);
b) o passaporte de Justificado somente é fornecido aos nascidos na Pecadolândia;
c) como o processo de paz é um objetivo do Soberano, todos os Justificados são convocados a retornarem à Pecadolândia para serem Embaixadores do Reino de Deus, e tal só é possível se possuírem os dois passaportes;
d) uma vez em processo de naturalização (santificação) e já recebido o passaporte de Justificado, a cidadania do Reino de Deus não é mais revogada, mesmo quando os pecadores se ressentem tanto por retornarem à Pecadolândia que, por vezes, esquecem o caminho que os poderia fazer regressar ao Reino de Deus. Quando voltam, porém, sempre são recebidos pelo Soberano;
e) no regresso dos Pecadores-Justificados ao Reino de Deus, após terem revalidado seu passaporte na Pecadolândia, estes são sempre surpreendidos com festas e júbilos e ficam ainda mais maravilhados com a beleza da santidade e graça do Soberano que os recebe como se nunca tivessem saído de Sua presença, fato que agiganta a diferença entre os Reinos e renova o desejo de permanecer no Reino de Deus e voltar à Pecadolândia apenas como Embaixadores do Reino e não para validar o passaporte de Pecador.
Há, portanto, dois retornos dos Pecadores-Justificados à Pecadolândia: um como Embaixador do Reino, quando ele proclama o processo de paz iniciado pelo Soberano e que tem na morte e ressurreição do Filho do Soberano o ponto de maior impacto e abrangência.
E, também, o retorno do Pecador-Justificado à Pecadolândia para revalidar seu passaporte de Pecador.
Embora em nenhum momento há perda da qualidade de Justificado por aquele que está em processo de naturalização no Reino de Deus, as duas experiências aos olhos do Pecador-Justificados são completamente antagônicas, pois no seu retorno como Embaixador o Pecador-Justificado é mandatário do Soberano e possui autoridade concedida pelo Soberano para agir em Seu favor, andando e se colocando em quaisquer lugares da Pecadolândia.
Todavia, em seu regresso para revalidar o seu passaporte de Pecador, o Pecador-Justificado entra na Pecadolândia pelo seu Portão Principal, no qual estão postos funcionários da Pecadolândia hábeis o suficiente para escarnecer do Pecador-Justificado e lembrá-lo de sua condição de natural da Pecadolândia. Há, também, funcionários da Pecadolândia que têm a função de acolher o Pecador-Justificado e submetê-lo a uma bateria de perguntas e sugestões com o intuito de fazê-lo permanecer na Pecadolândia por mais tempo do que o necessário.
Nesse regresso para revalidação do passaporte o Pecador-Justificado deve entrar na Pecadolândia pelo Portão Principal, e, embora sempre pareça que está sendo convidado e receberá uma acolhida agradável, logo após deixar os limites do Reino de Deus (onde os funcionários da Pecadolândia não possuem ingerência), o Pecador-Justificado é obrigado a se despir de suas vestes para que o processo de escravização mental ocorra de maneira o mais torturante possível.
A humilhação e o sentimento de incompetência, impotência, decepção e de não aceitação é tamanho que, não raras vezes, o Pecador-Justificado permanece mais tempo do que o necessário na Pecadolândia, pois tem receio de retornar ao Reino de Deus e manifestar sua vergonha ao Soberano que o aceitou de maneira tão amável.
Quando a permanência demasiada do Pecador-Justificado na Pecadolândia ocorre, o Soberano envia vários de Seus embaixadores para que o busquem e o tragam de volta ao Reino de Deus, pois o Soberano conhece bem as táticas dos governantes da Pecadolândia e o terrível processo pelo qual eles obrigam o Pecador-Justificado passar quando este retorna à Pecadolândia para reavaliar seu visto de Pecador.
De fato, apesar de todo o processo pelo qual o Pecador-Justificado é obrigado a passar quando retorna à Pecadolândia para reavaliar seu visto de Pecador, o tempo de permanência para essa tarefa é relativamente curto.
Nesse retorno, o Pecador-Justificado, algumas vezes, é acusado de algum crime que pode lhe gerar conseqüências. Essas conseqüências podem ser apenas pessoais ou podem ter uma abrangência considerada coletiva na Pecadolândia.
Para os governantes da Pecadolândia não importa se essas acusações são falsas ou verdadeiras, nesse retorno à Pecadolândia para reavaliar seu visto de Pecador o Pecador-Justificado, se lhe for imputado algum crime, sempre será condenado.
Nem mesmo essas condenações, nem as conseqüências delas derivadas podem afastar o Pecador-Justificado do Reino de Deus, embora, em determinadas circunstâncias, o Pecador-Justificado tenha de cumprir sua sentença na própria Pecadolândia, ou até, andar na Pecadolândia com uma indicação de que fora condenado.
Como o agir dos governantes da Pecadolândia não é oculto ao Soberano do Reino de Deus, o Soberano não impede que os Pecadores retornem à Pecadolândia para reavaliar seu visto de Pecador, nem lhes impede o regresso ao Reino de Deus ao apresentarem seu passaporte de Justificados. Aliás, apesar do Soberano saber que é inevitável o regresso à Pecadolândia para reavaliar seu visto de Pecador, ainda assim, proporciona vários meios para que o visto de permanência dos Pecadores-Justificados tenham seu tempo de permanência no Reino de Deus cada vez mais estendido.
De fato, quanto maior o tempo de permanência no Reino de Deus pelos Pecadores-Justificados antes de seu regresso à Pecadolândia para reavaliar seu visto de Pecador, maior a possibilidade de ter seu tempo de permanência no Reino de Deus ainda mais ampliado quando retornar desse processo degenerador praticado pelos governantes da Pecadolândia.
Com o retorno do Filho do Soberano à Pecadolândia, este concluirá o processo de paz e anexará completamente o território da Pecadolândia ao Reino de Deus.
Ocorrerá, então, a extinção completa da Pecadolândia.
A partir de então, somente serão autorizados a permanecer no Reino de Deus os que já tiverem seus passaportes emitidos pelo Soberano com o carimbo original do sangue de Seu Filho.
Tal verificação de passaporte será feita pessoalmente pelo Soberano e Seu Filho, sendo que as falsificações, por melhores que sejam, serão facilmente evidenciadas através dos exames realizados no carimbo de sangue que consta dos passaportes emitidos.
Será, também, cancelada a emissão de outros passaportes, e aqueles que não possuírem a dupla cidadania não serão aceitos como cidadãos do Reino de Deus.
Aqueles que não possuírem nenhum passaporte, logo, Pecadores, habitantes da Pecadolândia, serão banidos do Reino do Soberano.
Aos que possuírem dupla cidadania, Pecadores-Justificados, estes serão admitidos entrar no Reino de Deus e o processo de naturalização se encerrará.
De fato, o recebimento do passaporte é apenas uma das etapas do processo de naturalização no Reino de Deus, processo este que se encerra com a anexação da Pecadolândia ao Reino de Deus após o retorno do Filho do Soberano à Pecadolândia.
Enquanto o processo persiste, embora o Pecador tenha recebido um passaporte de Justificado, há registro no passaporte de que o processo de naturalização ainda está em andamento.
Tal é determinação do Soberano para que o Justificado compreenda que não poderá ingressar no Reino de Deus com nada que venha a lembrar a Pecadolândia, mesmo que continue Pecador. Para esse processo, até mesmo o retorno do Pecador à Pecadolândia para reavaliar seu visto de Pecador é complementar ao seu aprendizado.
Por fim, encerrado o processo de anexação e naturalização, e com o ingresso final dos Pecadores-Justificados no Reino de Deus, estes serão convocados a abandonar seus passaportes de Pecadores, pois a Pecadolândia não mais existe e não mais há necessidade de se retornar a ela para revalidar esses passaportes.
O único documento que se manterá ainda desse período será o passaporte de Justificado carimbado com o sangue do Filho do Soberano, o qual rememorá eternamente a graça concedida a todos que foram achados na Pecadolândia e transportados para o Reino do Filho do Seu Amor, mesmo tendo se mantido cidadãos Pecadores até o retorno triunfante do Filho do Soberano em Glória.